O general da ativa do Exército, Antônio Hamilton Martins Mourão, afirmou, nesta sexta-feira (15), durante uma palestra que aconteceu em Brasília, logo depois do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer, que o Alto Escalão das Forças Armadas Brasileiras já estuda seriamente a possibilidade de fazer uma intervenção militar, por causa da crise política existente no Brasil.

De acordo com o portal de notícias online 'R7', as afirmações do general Antônio Hamilton Martins Mourão caiu como uma bomba no planalto central [VIDEO].

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O general do exército deixou claro que, caso as instituições através do judiciário não resolvam os problemas políticos, vai chegar o momento das Forças Armadas colocarem ordem na casa.

O recado foi dado logo depois que o presidente Temer foi denunciado pela segunda vez por participação em organização criminosa e obstrução de Justiça.

Forças Armadas

Durante sua palestra, o general do exército fez questão de frisar que, caso o judiciário não solucione os problemas políticos do Brasil, e extirpar de vez da vida pública os indivíduos envolvidos em todos os tipos de atos ilícitos, vai chegar o momento que que as Forças Armadas terão que fazê-lo. Mourão demonstrou que o Alto Comando das Forças Armadas Brasileiras não está nada satisfeito com os rumos que nosso país vem tomando [VIDEO]. "Os Poderes terão que buscar uma solução", afirmou Antônio Hamilton, deixando a entender que, caso medidas sérias não sejam tomadas, a solução seria a intervenção militar.

Assista ao vídeo com a palestra do general:

Repercussão

A declaração de Mourão causou muito mal-estar em Brasília e deixou o planalto em estado de alerta.

O jornal "O Estado de S. Paulo" procurou o alto comando e ouviu alguns oficiais-generais que acharam que, neste momento, a declaração de Antônio Hamilton foi totalmente inadequada para o momento em que o país enfrenta várias crises simultaneamente, na política, na segurança e na economia. Porém, não o desmentiram e não negaram que existem estudos para a intervenção militar.

Mourão

O general disse, no domingo, para o jornal "O Estado de S. Paulo", que não estava incitando a tomada do poder à força e nem "pregando intervenção militar". Segundo Mourão, ele é livre para expressar suas opiniões e que, naquele momento, ele falava em seu nome e não do Exército Brasileiro. Questionado se seria candidato a algum cargo público, ele afirmou ser um 'soldado', não um político.

Comandante do Exército Brasileiro

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi procurado pelo jornal e declarou que, desde 1985, as Forças Armadas não são responsáveis por solucionar as crises políticas do Brasil e que, por isso, não existe nenhuma possibilidade de acontecer uma intervenção militar.