A defesa do Presidente da República Michel Temer pediu ao Supremo Tribunal Federal que suspenda os procedimentos referentes à segunda denúncia feita pelos executivos do frigorífico JBS contra o peemedebista. A petição será julgada na tarde desta quarta-feira (20) e, provavelmente, será rejeitada pelos ministros do STF.

Acusado de fazer parte de organização criminosa e de obstruir a Justiça, Temer está em Nova Iorque desde segunda-feira (18) e hoje fez uma declaração, após participação em seminário promovido pelo jornal "Financial Times" a respeito a Assembleia Geral da ONU.

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Ele disse que a Suprema Côrte tem autoridade para decidir a causa conforme suas convicções e evitou responder a jornalistas que fizeram outras perguntas acerca das duas denúncias contra si.

Antes de o plenário julgar a suspensão da tramitação do processo sobre esta segunda denúncia, Temer pediu à Casa que a devolvesse à Procuradoria-Geral da República. Feito na sexta-feira (15), o pedido foi negado por Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, na terça-feira.

Para justificar a negativa o ministro do STF citou que o julgamento da denúncia está em andamento e que, por isso, não pode devolver a denúncia à PGR.

Assim como aconteceu com a primeira denúncia contra Temer, se o STF decidir levar a segunda acusação adiante o processo deverá ser remetido à Câmara pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, para que a Casa coloque o material em votação.

Em junho, com o apoio de Rodrigo Maia (DEM-RJ), Temer saiu vitorioso após a Câmara rejeitar as acusações contra ele na primeira denúncia.

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Na época, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot [VIDEO], não levou apenas em consideração as delações dos executivos do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista; para denunciar Michel Temer. Janot agregou ao processo depoimentos de outros delatores, no âmbito da Lava Jato, contra o presidente.

Para fundamentar o pedido de suspensão da segunda denúncia a defesa do presidente alega que provas da delação da JBS precisam ser aceitas, uma vez que Janot decidiu pelo rompimento do acordo de delação premiada com os irmãos Batista e demais delatores ligados à empresa.

Evitando os repórteres, empurrados por seguranças do presidente na saída do evento em Nova Iorque, Temer ignorou perguntas sobre a queda em sua avaliação e reafirmou que as polêmicas reformas tocadas por seu governo deverão continuar mesmo depois das eleições do próximo ano.