A Justiça Federal acusou Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Carvalho por corrupção passiva na Operação Zelotes, sendo que o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou. Pela sétima vez, Lula se tornou réu em ações penais e ainda tem mais três inquéritos que ainda não foram decididos. O MPF-DDF (Ministério Público Federal no Distrito Federal) afirmou que o ex-presidente alterou o MP de empresas para favorecê-las, e receber Propina como troca. Em novembro de 2009, ele prorrogou alguns benefícios fiscais gerados para as montanhas instaladas no Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Em sua defesa, Lula [VIDEO] nega todas as acusações, diz nunca ter feito nenhum ato ilícito e que é alvo de perseguição.

Estão sendo investigadas as irregularidades em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e na compra de medidas provisórias, cujos órgãos são vinculados ao Ministério da Fazenda, que julga os processos das empresas envolvidas. Com isso, foram denunciados, além de Lula, mais seis suspeitos, como Alexandre Paes dos Santos, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, José Ricardo da Silva, Mauro Marcondes Machado, Paulo Arantes Ferraz, por corrupção ativa e Gilberto Carvalho por corrupção passiva.

Foi descoberto que manipularam as decisões do Carf e que certos grupos empresariais compravam medidas provisórias, conseguindo incentivos fiscais. Teria sido prometido para o ex-presidente e ao ex-ministro, um esquema de seis milhões de reais, pelas empresas que eram beneficiadas na MP.

Na denúncia, foi dito que os agentes públicos violaram o dever funcional e favoreceram as montanhas de veículo MMC e Caoa, ao editarem. Logo, a medida provisória passou por investigações e avaliações.

Luiz Inácio diz que nunca praticou nenhum crime e que será provada sua inocência. Sua assessoria afirma que ele é alvo de perseguição política e que as coisas boas que o ex-presidente fez ao Brasil estão se tornando em atos ilícitos. Gilberto Carvalho alegou que também não participou de nenhuma negociação, diz que essa denúncia não tem provas concretas, e espera o bom senso vindo da Justiça Brasileira. Na proteção de Mauro Marcondes, foi dito que o objetivo das empresas era ganhar um benefício no setor automotivo, aumentando a economia. Daniel Gerber, advogado, afirmou que é lamentável a cultura punitivista transformar uma atividade lícita em suspeita, em auxílio de Alexandre Paes dos Santos. Por fim, a defesa de José Ricardo diz que está no aguardo de citação para ter um conhecimento melhor sobre a Acusação.