Segundo os responsáveis pelo Instituto Lula, a empresa G4 Entretenimento presta serviços à instituição desde quando foi fundada, e seu compromisso é cuidar de toda documentação referentes à ela, como memória, comunicação e para manter e preservar o legado deixado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Instituto disse que a contratação de uma empresa para cuidar desses assuntos é uma prática que ocorre em todos outros institutos criados no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Os responsáveis pela instituição disseram que o site do Instituto Lula é o principal meio de comunicação e está disponível para quem quiser conhecer melhor a entidade e acompanhar tudo sobre as atividades e projetos do instituto ou sobre o ex-presidente Lula.

Segundo o instituto, no site há cerca de 250 páginas, vídeos e fotos entre outros dados contando toda história e trajetória do ex-presidente, desde sua infância no Nordeste até chegar à presidência da República.

Polícia Federal solicitou documentos comprovando que os serviços foram prestados

Duas empresas que pertencem aos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula [VIDEO]da Silva, do PT [VIDEO], passaram a ser alvo da Operação Lava Jato. A Polícia Federal solicitou ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que apresentasse documentos comprovando os serviços prestados pelas empresas dos filhos à entidade.

Os investigadores querem apurar se realmente os serviços prestados pelas empresa FlexBR e G4 Entretenimento realmente foram feitos, ou o dinheiro pago pelo instituto foi uma forma de ocultar as propinas.

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As empresas mencionadas pela Policia Federal já foram alvos em outra investigação na Operação Aletheia no ano passado. Uma das empresas é gerenciada por dois filhos e uma nora de Lula, que se chamam Marcos Claudio, Sandro Luís e Marlene Araújo.

A empresa G4 Entretenimento é controlada por sócios e um deles é o filho de Lula Fabio Luís, que tem 50% do capital social investido na empresa. Os outros sócios da empresa são os irmãos Kalil Bittar e Fernando Bittar, que é o dono do sitio em Atibaia (SP), propriedade que a Polícia Federal diz pertencer ao ex-presidente Lula.

Segundo os investigadores da Lava Jato, a empresa G4 Entretenimento recebeu do Instituto Lula R$ 1.349.446,54 entre os anos de 20112 e 2014. Segundo a os procuradores federais, a empresa G4 foi a que mais recebeu dinheiro do instituto, comparado as outras empresas que já prestaram serviços à entidade.

Os procuradores exigiram que sejam comprovados todos os registro de lançamentos com relação às pessoas jurídicas do instituto. Eles pretende esclarecer em quais títulos foram escrituradas os eventos fiscais de entrada e saída de dinheiro.