O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ganhou notoriedade nacional recentemente pelo episódio em que publicou nas suas redes sociais a afirmação o que o [VIDEO] juiz federal Sergio Moro [VIDEO] deveria ser preso por obstrução da Justiça. Prontamente, ele foi respondido na mesma moeda pelo procurador Carlos Fernando Lima, que integra a Operação Lava Jato, em Curitiba (PR).

Lima disse que Kakay tinha ido longe demais e devia ‘‘tomar vergonha na cara’’. Naturalmente, esse episódio não passou em branco e Kakay fez questão de replicar, dizendo que o procurador usou as redes sociais de forma ridícula tentando intimidá-lo [VIDEO] e o mesmo nem merecia uma tréplica.

Mesmo assim, Kakay disse que o fez com a finalidade de homenagear o Ministério Público Federal.

Os acontecimentos que nem o brilhantismo de Kakay como criminalista, puderam evitar

Conhecido ora por sua habilidade e capacidade como operador do direito, ora por suas declarações polêmicas, o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro voltou às pressas de Lisboa para o Brasil sobretudo para tentar impetrar um habeas corpus (medida judicial protetiva do direito de locomoção e liberdade ameaçado por ato de abuso de autoridade) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para seus clientes tão notórios no cenário nacional quanto ele próprio.

Trata-se dos donos do grupo J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista. Kakay tinha como estratégia fazer a sustentação oral junto à sexta turma, dirigida pelo ministro Rogério Schietti, mas as suas expectativas foram frustradas pelo regimento interno do STJ.

No período da tarde da última quinta-feira (21), a liminar de Kakay foi novamente negada e dessa vez em definitivo, com a derrota avassaladora de 4 votos desfavoráveis a 1.

A decisão do STF

Conforme a decisão da sexta turma do STJ, não cabe mais tréplica à sentença negada. Kakay também havia tentado um terceiro pedido que, por sua vez, foi negado pela jurista Nancy Andrighi, ministra no Superior Tribunal de Justiça.

No caso desse recurso, Kakay se apoiou na tese que houve a citação de uma advogada e da juíza substituta do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, Fernanda Tórtima. Portanto, a Justiça de São Paulo seria incompetente para julgar os fatos. Porém, a ministra Nancy interpretou que em nenhum ponto na investigação há indícios que indiquem alguma ligação entre as pessoas e o foro do tribunal.

Kakay fretou um jatinho e veio às pressas de Lisboa, para onde deve voltar a tempo de comemorar seu aniversário de 60 anos.