O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), foi denunciado pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato porque teria recebido vantagem indevida: um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), localizado na frente de sua residência, um outro apartamento.

Mesmo após a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP), processo que também correu na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, Lula voltou à capital paranaense para prestar depoimento, desta vez como denunciado, mais uma vez, na Operação Lava Jato.

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Na ocasião, o ex-presidente Lula ficou frente a frente [VIDEO] com o juiz Sérgio Moro, e respondeu diversas perguntas, tanto feitas pelo magistrado quanto pelos representantes do Ministério Público Federal.

Na ocasião [VIDEO], uma das principais questões girava em torno do pagamento dos aluguéis do referido apartamento. O Ministério Público afirma que a locação seria, na verdade, uma forma de ocultar que a posse era, de fato, de Lula. A defesa, por sua vez, sempre negou.

Durante o Interrogatório, o ex-presidente chegou a afirmar que seria "possível encontrar comprovantes de recibo, porém, não tinha certeza do procedimento exato de pagamento", pois, segundo Lula, ele não era o responsável direto pelos pagamentos dos aluguéis, que eram de responsabilidade de Marisa Letícia Lula da Silva, esposa já falecida do petista.

Reviravolta em favor de Lula

Ocorre que, nesta segunda-feira (25), a defesa de Lula apresentou petição no processo e juntou diversos recibos que comprovam que os aluguéis foram, de fato, pagos.

Ao todo, foram juntados, segundo divulgado pela imprensa, 26 recibos de pagamento de aluguel, em nome de Marisa Letícia, emitidos por Glaucos da Costamarques, proprietário do imóvel.

Os documentos apresentados pela defesa, contém, inclusive, as assinaturas de Glaucos.

Lados

A defesa, na petição, teceu duras críticas à Operação Lava Jato e considerou que o Ministério Público usa uma "tese fantasiosa" contra Lula.

Ainda conforme divulgado pela imprensa, a defesa de Glaucos disse que vai analisar os documentos. O Ministério Público Federal disse que só vai "falar" nos autos do processo.

Desfecho

Como o ponto central do deferido processo é o apartamento, já que o imóvel que seria destinado ao Instituto Lula, que também faz parte da ação, sequer foi utilizado pela instituição (e, principalmente porque Lula nem era gestor do instituto), com a comprovação dos pagamentos, fica fragilizada a tese do MPF, e pode resultar, obviamente, na absolvição de Lula.