Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal pelo atual procurador-geral da da República, Rodrigo Janot. Os petistas serão investigados pelo crime de formação de organização criminosa no caso de desvio de dinheiro público na Petrobrás, um dos alicerces da Operação Lava Jato.

Os ex-presidentes não estão sozinhos. No mesmo inquérito foram incluídos nomes do primeiro escalão do Partido dos Trabalhadores, como os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Edinho Silva e Paulo Bernardo. A senadora pelo PT Gleisi Hoffman e o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto também serão investigados.

O responsável pela próxima etapa do processo é o ministro do STF Luiz Edson Fachin. Os políticos mencionados acima ainda não são tidos como réus. Cabe o ministro Fachin, que é relator da Lava Jato, notificar os acusados a apresentar resposta. A seguir ele deve resolver se o caso será levado à Segunda Turma do STF. Só então será decidido se o ex-presidente Lula e os demais políticos dos PT virarão réus [VIDEO] e serão investigados por esse crime.

A decisão de Janot põe mais uma pedra no sapato do ex-presidente Lula e de suas pretensões de voltar a governar o Brasil. Por conta dos processos no STF envolvendo o seu nome, ele pode ficar impossibilitado de realizar sua futura candidatura. Atualmente, Lula tem visitado vários estados da região Nordeste numa espécie de candidatura informal à presidência da República.

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A certeza de que será candidato depende das decisões do próprio STF.

Se virarem réus no processo, Lula e os políticos denunciados por Rodrigo Janot poderão ser condenados a até 8 anos de cadeia e pagar multa.Todos os nomes constantes no inquérito podem responder pelo crime 'promover, constituir, financiar ou integrar (...) organização criminosa'.

Ainda de acordo com a denúncia do procurador-geral da República, os acusados teriam agido por 14 anos dentro dos governos de Lula e Dilma. No período de 2002 à 2016 os políticos teriam integrado e estruturado uma organização criminosa com a intenção de promover vários delitos dentro do governo, segundo Janot, "em especial contra a administração pública em geral".

Ainda segundo o procurador-geral Rodrigo Janot, a 'organização criminosa' do Partido dos Trabalhadores não está sozinha. Outros partidos podem estar envolvidos nos crimes, que devem contemplar políticos do PP e do PMDB, entre outros.