Parece que a amizade e companheirismo do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu ex-ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, está se esvaindo cada vez mais rápido. A última apunhalada veio de Palocci, quando o "quase ex-petista" pediu sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores por meio de uma carta. Lula não deixou barato e respondeu por meio de uma nota as acusações do ex-ministro.

As trocas de acusações dessa semana não foram as primeiras - e provavelmente não serão as últimas. Quando Palocci foi dar seu depoimento a Sérgio Moro, chegou a afirmar que Lula havia feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht.

Já o ex-presidente disse que Palocci estava desesperado e falando o que o juiz queria ouvir para poder ganhar sua liberdade.

Em sua carta de desfiliação, Palocci ironizou Lula ao questionar se o PT era um partido ou uma "seita guiada por uma pretensa divindade". Já Lula segue na mesma linha de raciocínio e afirmou que os ataques recebidos são uma tentativa de Palocci de conseguir fechar o acordo de delação premiada. O ex-ministro chefe da Casa Civil está preso desde setembro de 2016.

No último dia 22 de setembro, o Partido dos Trabalhadores decidiu suspender Antônio Palocci por 60 dias após seu depoimento. Segundo a nota do PT, a medida foi tomada porque o ex-ministro resolveu seguir o "roteiro pré-estabelecido" e faltou com a verdade.

Em resposta a suspensão, Palocci pediu sua desfiliação.

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