No momento em que o presidente Michel Temer (PMDB) articula para permanecer no governo diante das denúncias e acusações que pesam sobre ele, é divulgada uma pesquisa que prova que a situação pode piorar ainda mais. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) encomendou uma pesquisa que foi realizada pelo Ibope, onde ficou constatado que 92% dos brasileiros declararam não confiar no presidente Temer. Na mesma pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (28), foi revelado que apenas 3% da população brasileira aprova o governo do peemedebista.

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Segundo a pesquisa, somente 6% dos entrevistados afirmaram confiar no presidente Temer, confirmando seu índice de confiança desde junho de 2016. Um mês depois que ele assumiu o governo interinamente no ano passado, 66% dos entrevistados ouvidos pelo Ibope [VIDEO] afirmavam não confiar nele, mas na época outros 27% demonstravam total confiavam em Temer.

No levantamento, o presidente também recebeu a sua pior avaliação desde que assumiu o governo. Segundo o Ibope, 77% consideram Temer ruim ou péssimo, enquanto que 16% o consideram regular e 3% ótimo ou bom. Quanto questionados sobre a maneira do presidente Michel Temer governar, a desaprovação é de 89%. Apenas 7% dos entrevistados aprovam a maneira do presidente governar o Brasil.

A pesquisa ainda mostra como os brasileiros comparam o governo Temer com o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Hoje, 59% dos entrevistados diziam que o governo Temer era pior que o de Dilma, índice superior ao registrado na pesquisa de julho, quando 52% tinham esta opinião. Entre os brasileiros ouvidos pelo Ibope, apenas 8% acreditam que sua gestão é melhor do que de Dilma Rousseff.

Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 126 cidades do país do dia 15 a 20 de setembro.

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A margem de erro, segundo o instituto, é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação ao nível de confiança da pesquisa, a margem é de 95%.

Temer tenta a todo custo se salvar

Temer enfrenta um dos piores momentos de seu governo e articula de todas as maneiras para salvar seu governo. Uma das atitudes que comprova isso foi o fato de ter acelerado o empenho de emendas parlamentares neste mês de setembro, quando foi apresentada a segunda denúncia contra ele.

Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas mostrou que até o dia 22 de setembro Temer já havia empenhado R$ 800,6 milhões. Se for comparado com os demais meses de 2017, esse é o terceiro maior valor, perdendo apenas para junho e julho, durante a tramitação na Câmara da primeira denúncia contra ele. Na época, os empenhos foram de R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões respectivamente.