Ao lado do Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Marcelo Miller atuou na Operação Lava Jato nos entre os anos de 2014 e 2016. No período, dentre suas atribuições, a principal era a negociação dos acordos de colaboração premiada da Operação Lava Jato. Marcelo Miller atuou nos acordos do ex-senador Delcídio do Amaral e do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado.

Em abril passado , Marcelo Miller deixou o cargo de procurador auxiliar da República para atuar como advogado nos escritório que defende os réus da Operação Lava Jato, os empresários e donos do grupo JBS [VIDEO].

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O escritório em questão é o Trench, Rossi e Watanabe, que atuou nos acordos de leniência tanto com o Ministério Público quanto na esfera empresarial, caso que chamou a atenção da defesa do presidente Michel Temer na época.

Esses fatos voltaram [VIDEO] à tona em novo áudio gravado e entregue por engano pelos irmãos Batista, situação essa que pode ocasionar a perda de benefícios por parte dos delatores e o enfraquecimento da denúncia do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Na declaração feita por Janot em rede nacional, o nome de Miller apareceu novamente levantando suspeitas sobre o ex-procurador e a veracidade das declarações oferecidas por Joesley Batista.

Por que Marcelo Miller está em evidência?

Em junho de 2016, o réu e ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ao tentar esclarecer fatos mencionados no áudio gravado pelo seu filho Bernardo Cerveró, afirmou que a gravação foi uma sugestão do ex-procurador Marcelo Miller. O caso tratava-se de oferecimento de propina por parte do ex-senador Delcídio do Amaral para que Nestor Cerveró não concluísse o acordo de delação premiada junto a Operação Lava Jato.

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Em seguida, alterou sua afirmação, justificando que necessitava de provas para que a procuradoria aceitasse a sua delação premiada. O ex-diretor da Petrobras acabou chamando de ‘‘doutrinação’’ um encontro que teve com Marcelo Miller em Brasília a fim de instruí-lo no processo.

Prevendo os fatos, Michel Temer parte para o ataque

Não muito obstante, o presidente Michel Temer fez, em junho, um pronunciamento oficial que citava um ‘’procurador muito próximo’’ a Rodrigo Janot que abandonou o Ministério Público Federal para trabalhar como defensor de réus com delações premiadas recém-homologadas pelo Ministério Público Federal.

Temer se referiu a Marcelo Miller em relação a Rodrigo Janot como ‘‘homem da sua mais estrita confiança’’, deixando no ar uma espécie de desconfiança e credibilidade na Procuradoria Geral da República. Fato que posteriormente a defesa do próprio presidente Temer usaria em prol da absolvição da primeira denúncia feita contra ele.

Temer ainda acirrou o debate que previa o momento atual, dizendo que Marcelo Miller ganhou milhões em poucos meses, premiando seu patrão com um benevolente acordo que tira de si as garras da Justiça, celebrando uma impunidade nunca antes vista, concluiu o presidente.