O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] (PT) acabou entrando em uma saia justa ao ser questionado por correligionários. O interlocutor perguntou por que Lula não anuncia o ex-prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad para assumir o partido e ser um dos planos B" do PT na corrida dar eleições presidenciais do próximo ano.

Sem dar uma resposta explicativa a respeito de Haddad, Lula avaliou que Jaques Wagner, o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo petista, estaria disposto a participar da disputa. Mesmo assim, o interlocutor insistiu, dizendo que Jaques Wagner estaria "na navalha" e sua "cabeça" é alvo da Polícia Federal, em meios as investigações da Operação Lava Jato.

Lula respondeu rapidamente da seguinte forma: "Mas a cabeça de quem não está?". Tudo indica que o Partido dos Trabalhadores irá escolher um investigado pela PF, colocando Wagner como o "plano B" nas eleições de 2018.

Lula e o PT encrencados com a Justiça

O ex-presidente Lula e vários outros líderes do PT [VIDEO]estão encrencados em ações na Justiça por conta das investigações da Operação Lava Jato. O petista já foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de cadeia. Agora, a segunda instância irá analisar o caso e se a pena for mantida ou aumentada, Lula cairá na Lei da Ficha Limpa e ficará impedido de disputar as eleições em 2018.

Nesta segunda-feira (4), Sergio Moro, responsável pelas conduções dos processos da operação em primeira instância, negou mais uma vez um pedido da defesa de Lula.

Os advogados do ex-presidente pediram para que fosse adiado depoimentos de oito réus de uma ação penal. Lula ficará novamente de frente com Sergio Moro no próximo dia 13.

Moro indeferiu o pedido dizendo ter "falta de amparo legal". A ação envolve contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras, que gerou cerca de R$ 75 milhões desviados dos cofres públicos. A denúncia enfatiza que parte do dinheiro foi direcionado para a compra de um terreno, vizinho de um apartamento de Lula localizado na cidade do ABC paulista, São Bernardo do Campo. O terreno seria usado para a construção da nova sede do Instituto Lula. O ex-presidente nega todas as acusações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

A defesa de Lula afirmou que a decisão de Sergio Moro afeta diretamente o direito de defesa de Lula. Os advogados do ex-presidente queriam ter acesso às provas que estariam nas mãos do Ministério Público Federal (MPF). Lula não terá acesso à essas provas e nem conseguirá adiar seu interrogatório pelo juiz federal.