O ministro da Defesa do Governo do presidente da República, Michel Temer, Raul Jungmann, pediu esclarecimentos para o comandante do Exército Brasileiro sobre as falas que o general Antonio Hamilton Mourão deu durante uma palestra em uma loja maçônica em Brasília. As declarações de Mourão causaram "preocupação" e "estranheza".

Durante a palestra, e General Mourão disse livremente que caso o Judiciário [VIDEO] brasileiro não consiga conter as pessoas que se utilizam do dinheiro público para cometer atos ilícitos, o Exército estaria preparado para fazer uma intervenção militar. Mourão disse que é necessário conter a crise política do Brasil, caso contrário uma ação militar será levada em conta.

O comandante da Forças Armadas, o Coronel Eduardo Villas Bôas, não fez comentários sobre a convocação do ministro da Defesa. A partir de agora, cabe a ele tomar a decisão sobre "o que fazer" com o general Mourão.

O ministro da Defesa enfatizou em nota, dizendo que as Forças Armadas estão subordinadas aos princípios brasileiros constitucionais e democráticos. Ele cita que há um clima de 'tranquilidade".

Nesta última segunda-feira, 18 de setembro, o governo brasileiro ficou analisando as declarações de Mourão para decidir como agiria sobre o caso. Mourão disse durante a palestra em um tom de ameaça e "pressão". O governo concluiu que o caso do general foi algo "isolado" e talvez não responderia a decisão de toda instituição do Exército.

Hamilton Mourão é um dos generais mais respeitados do Exército.

Segundo entrevista do portal "Folha de S.Paulo", o general tem grande influência em seu meio mesmo que suas opiniões não agradem a todos. Quando foi procurado para comentar as suas declarações, Mourão disse que não pretende defender uma ação militar, mas que apenas respondeu a questionamentos.

O governo brasileiro considerou as declarações de Mourão como algo "desastroso" e a maior preocupação se tornou em não deixar que este caso repercutisse rapidamente. Há um grupo da população que compactua com as ideias de Mourão e "torcem" para que haja uma intervenção militar no Brasil.

A palestra aconteceu na última sexta-feira, 15 de setembro, as palavras de Mourão surgiram após o ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, emitir a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer [VIDEO]. O atual presidente é acusado de crimes de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.