O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), estipulou o prazo de 15 para que a defesa dos acusados que não têm foro privilegiado, no que foi chamado ‘’Quadrilhão [VIDEO] do PT’’ se manifestem sob o encaminhamento pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dos autos ao juiz Federal Sérgio Moro que conduz a Lava Jato em primeira instância.

Entenda o caso envolvendo o alto escalão do PT

Os caciques do Partido dos Trabalhadores (PT), foram denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de organização criminosa no esquema de propina na maior estatal brasileira, a Petrobras.

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Esse esquema aconteceu, segundo a denúncia, durante os anos de 2002 a 2016, quando o PT governou o país sob o comando dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma [VIDEO] Rousseff.

Os petistas denunciados por organização criminosa pelo Procurador Geral da República

Entre os denunciados estão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, a atual presidente do partido Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, os ex-ministros Guido Mantega, Edinho Silva, Antonio Palocci e, por fim os líderes maiores do partido, Lula e Dilma Rousseff.

Segundo Janot, os envolvidos receberam aproximadamente R$ 1,48 bilhão enquanto estavam à frente do governo como propina desviada dos cofres da Petrobras. De todos citados na denúncia, a única que pode se safar de ser julgada pelo juiz Sérgio Moro é Gleisi Hoffmann, pois a presidente do PT mantém foro privilegiado por ser detentora do mandato de senadora pelo estado do Paraná atualmente.

Antes de dar andamento ao processo, encaminhando os autos ao juiz Moro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin [VIDEO] optou por dar o prazo de 15 dias para que a defesa dos acusados sem foro privilegiado possa se manifestar sobre o pedido da PGR.

A resposta Partido dos trabalhadores sobre a denúncia

Em nota dirigida à imprensa, o Setor de Comunicação Social do Partido dos Trabalhadores disse que a denúncia feita pela PGR aparenta ser uma manobra de Rodrigo Janot para desviar a atenção de outras investigações em andamento que envolvem um ex-membro do MPF na fase final de seu mandato, que termina em 16 de setembro próximo.

Segundo o Setor de Comunicação do partido, não existe base alguma nas acusações feitas ao PT e desde o começo das atividades da força-tarefa, seus membros são vítimas de investigações seletivas por parte de agentes públicos que buscam enfraquecer politicamente o partido.