O juiz Sérgio [VIDEO] Moro estipulou um prazo de cinco dias para o Ministério Público Federal e Marcelo Odebrecht se manifestarem sobre as acusações feitas pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa de Lula está alegando que os documentos apresentados pelo MPF e Odebrecht são falsos.

Os documentos entregues para o Juiz Sérgio Moro na semana passada contêm planilhas da construtora que mostram os pagamentos de propinas que seriam usadas para a construção de uma nova sede do instituto Lula, em São Paulo.

Foi alegado pelos advogados de Lula [VIDEO]que os procuradores os impediram de ter acesso aos documentos.

Eles disseram também que depois de meses após a homologação judicial confirmando o acordo de colaboração premiada dos executivos da Odebrecht e depois da tramitação de um acordo de leniência com a rede empresarial, os documentos que provariam as acusações contra Lula não foram apresentadas no dia do processo. Eles escreveram ainda, que restringi-los de terem acesso aos documentos é considerado inconstitucional.

A defesa de Lula terminou dizendo que a tentativa de falsificação dos documentos no final das contas não foi suficiente, pois não tinha consistência necessária para provar nada contra Lula.

Os advogados de Lula pediram para traduzir os documentos para português

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram um pedido de adiamento dos interrogatórios da ação em que Lula irá responder por receber indevidas vantagens da empreiteira Odebrecht.

O interrogatório do ex-presidente está marcado para o dia 13 de setembro. Segundo os advogados de Lula, eles foram impedidos de ter acesso à íntegra dos documentos da contabilidade da Odebrecht.

Os advogados alegaram que os documentos foram entregues em idiomas estrangeiros. Desta forma, foi solicitado pela defesa de Lula que os documentos sejam traduzidos para língua portuguesa para passar por análises e também para ter acessos às comunicações entre a força tarefa da Lava Jato e as autoridades dos outros países apresentados nos documentos.

Segundo as informações em delação premiada, Marcelo Odebrecht disse que o ex-presidente Lula foi beneficiado na compra de um imóvel em São Paulo no valor de R$ 12 milhões, que seria usado para construir a sede do instituto Lula, mas não foi usado. Eles disseram também, que a empreiteira pagou R$ 500 mil em uma cobertura vizinha a Lula em São Bernardo do Campo, que está no nome de Glaucos Costamarques, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo próximo de Lula. Mas o ex-presidente garante que paga aluguel para morar no imóvel.