Nesta segunda-feira (19), Raquel Dodge tomou posse do cargo de procuradora-geral da República. A cerimônia foi acompanhada especialmente pelo presidente da República Michel Temer. Em seu discurso, Raquel ressaltou que o povo brasileiro ainda tem esperança de um Brasil melhor, que terá investigações, julgamentos e que não só irá falar, mas, sim cobrar, os resultados.

Ela garante que ninguém estará abaixo ou acima da lei, e diz que seu trabalho será baseado em mais esperança nos passos do que tristeza nos ombros. No discurso, a nova chefe da PGR ressaltou que recebe com humildade o legado de serviço à pátria forjado pelos procuradores-gerais da República, que a antecederam.

Ela afirma que o Ministério Público Federal deve promover a Justiça, defender a democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente, além de assegurar voz a quem não tem e garantir que ninguém esteja acima ou abaixo da lei.

A procuradora atuou em matéria criminal no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e é integrante do Ministério Público Federal há 30 ano. Ela estudou direito e fez mestrado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O presidente Michel Temer a indicou para o cargo de procuradora-geral da República por meio de uma eleição fechada feita na ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Com 74 votos, Raquel foi aprovada pelo plenário do Senado.

Raquel Dodge substitui Rodrigo Janot, que ganhou notoriedade pelas denúncias que fazem parte da Operação Lava Jato envolvendo o presidente Michel Temer e vários outros políticos com fórum privilegiado.

Ele disse que os integrantes que atuam no cargo são comprometidos com o trabalho de combate à corrupção e que estão contentes e empolgados de trabalhar com a equipe escolhida por Raquel Dodge, diz ser muito boa e esperam ser tão competentes quanto imaginam.

Michel Temer

Após o discurso da nova chefe do PGR, Michel Temer disse algumas palavras sobre o abuso de autoridade e agradeceu pela deferência em trocar o horário da cerimônia de posse para que pudesse participar.

Logo em seguida, ele viajou para os Estados Unidos para se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump, e participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Temer novamente foi alvo de denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa, acusação feita por Janot, a quem o presidente acusa de perseguição. Já tendo um terceiro inquérito em andamento por corrupção.

O antigo procurador-geral da República concluiu a denúncia e foi apurado que o presidente será acusado pelos crimes, assim como outros integrantes do PMDB, partido político que está sendo chamado de “Quadrilha do PMDB da Câmara”.

Janot diz que na acusação passada, Temer comprou o silêncio de do doleiro Lúcio Funaro, conhecido como o operador financeiro do PMDB, e do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), que estão presos, para não denunciá-lo. O presidente nega todas as acusações contra ele.