Foram entregues pelo empresário Marcelo Odebrecht provas que confirmam as revelações feitas pelo Ministro Antonio Palocci ao Juiz [VIDEO]Federal Sérgio Moro durante seu depoimento. O empresário entregou à Policia Federal documentos que comprovam doações destinadas ao instituto Lula [VIDEO], no valor de R$ 4 milhões. Essas doações tinham como remetentes o Setor de Operações Estruturadas, que cuidava dos repasses de propinas da empreiteira. Todos os e-mails enviados para os executivos do setor em 2013 foram apresentados pelo empresário à PF.

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Nos e-mails está a informação que os repasses seriam feitos de forma legal, mas na verdade foram debitados de forma ilegal, da planilha "Italiano", que o empresário confessou ser a conta corrente onde era depositado o dinheiro, e que era gerenciada por Antonio Palocci.

O dinheiro era depositado para um codinome "amigo", que se referia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT, revelou Marcelo. Foram também apresentadas pelo empresário notas fiscais em mais dois depoimentos prestados a Policia Federal, um no dia 8 e o outro no dia 21 do mês de agosto de 2017.

Estes depoimentos prestados pelo empresário foram para o esclarecimento das investigações sobre propinas destinadas ao Instituto Lula, por meios de financiamentos de palestras dadas por Lula. Marcelo Odebrecht disse que não apresentou esses documentos antes, porque não sabia onde estavam, caso contrário, teria entregado na época em que firmou o acordo de delação.

O empresário Marcelo Odebrecht , que se encontra cumprindo prisão em Curitiba, apresentou à Policia Federal, neste mesmo depoimento, pelo menos quatro cópias de recibos de doações de R$ 1 milhão, feitas ao Instituto Lula.

Marcelo revelou que essas cópias foram extraídas do computador de Fernando Migliaccio que trabalhou como executivo da empreiteira.

Marcelo disse que isso comprova que os valores eram descontados efetivamente da planilha Italiano; caso não fosse verdade, não teria sentido estar tudo registrado no computador do executivo da construtora.

Marcelo confirma tudo que foi dito por Palocci a Moro

O depoimento prestado pelo empresário só confirma tudo que foi dito pelo ministro Palocci, que já foi condenado por Sérgio Moro, durante as investigações, a doze anos e dois meses de prisão. Palocci confessou a Moro que o codinome Italiano, a quem era destinado o dinheiro, se referia a ele.

O ministro disse também durante seu depoimento que foi feito um “pacto de sangue” entre a Odebrecht e partido do PT, firmando um repasse de R$ 300 milhões durante o governo de Dilma Rousseff e Lula.

Lula disse que isso não passa de perseguição da Lava Jato

Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, isso é uma tentativa de transformar o recebimento de doações legais destinados ao Instituto Lula em ilegais, sendo que isso deixa claro a continuidade de uma perseguição da Operação lava Jato contra o ex-presidente.

A defesa afirma que Lula não recebeu qualquer dinheiro ilegal da empreiteira Odebrecht e que nos documentos apresentados pelo empresário Marcelo Odebrecht não consta o nome de Lula como beneficiário, mas sim nomes de outras instituições sem fins lucrativos.