O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso em regime fechado nesta semana, acusado de corrupção. [VIDEO] Em um apartamento usado por ele, foram encontrados R$ 51 milhões em dinheiro. Tudo foi achado em malas e caixas de papelão. Isso já seria absurdo o suficiente para traçar a vida do político, mas alguns segredos dele nunca foram revelados.

Um deles envolve o cantor Renato Russo. O músico morreu na década na 1980, mas antes disso, ele estudou com Geddel e alguns segredos da relação dos dois foram revelados neste domingo (9) pelo portal de notícias R7.

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Ex-Ministro Geddel e Renato Russo estudaram juntos. Político tinha fama de insuportável

A prisão em regime fechado de Geddel aconteceu de maneira preventiva. A Polícia Federal fez de tudo para prender o político, que até chorou na cadeia.

Muitos anos disso, no entanto, ele e Renato Russo estudaram juntos. Na escola, dos dois eram grandes desafetos, como conta o livro ‘’O Filho da Revolução’’, uma biografia do vocalista da banda Legião Urbana assinada pelo jornalista Carlos Marcelo.

Os dois estudaram na mesma escola em Brasília, onde Russo teria o seu sucesso reconhecido e logo seria uma estrela pop nacional. Renato dizia que o ex-ministro era "in-su-por-tá-vel" e a relação dos dois sempre foi longe de ser chamada de boa. Será que ele já imaginava o que acontecia no destino de seu desafeto?

Geddel era chamado de 'suíno' por Renato Russo e não gostava de estudar

Filho de político, Geddel chegava à escola dirigindo o seu Opala verde. Acima do peso, ele despertava a ira dos meninos, que o chamavam de "suíno". Renato não aceitava fazer trabalhos com o político.

Isso porque ele não era uma pessoa muito compromissada com o que fazia.

Geddel bem que insistia em atuar no grupos do cantor, mas ele dizia que não carregava ninguém nas costas. Já naquele tempo, o ex-ministro dizia que seria político que nem o pai, mas ia mal nas matérias e pagava de "palhaço da turma", sempre tendo piadas na ponta da língua.

Após ser excluído por Renato Russo, Geddel é preso por corrupção

O jeitão expansivo garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade. ‘’Ele é in-su-por-tá-vel!’’, justificou Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo na escola.

Anos depois, já como político, Geddel atuou no governo do presidente Michel Temer e sempre teve uma postura polêmica. Em meio às acusações, ele foi tirado do posto, até que, mais tarde, o peemedebista acabou preso e chorando em depoimento.