Religião e Política no Brasil funcionam como “ingredientes” perigosos no que diz respeito a se administrar todo um país. Inclusive a Constituição do Brasil fala que a nação é um Estado laico, ou ao menos deveria ser.

Por outro lado, na prática não é nada disso o que acontece, pois existe um número bastante considerável de pastores, bispos, diáconos e outros líderes religiosos que se lambuzam com a política escusa, alvo de denúncias de corrupção e outros crimes, [VIDEO] diariamente na mídia em geral.

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Algo que não pode ser esquecido até mesmo para ilustrar tal cenário dantesco, foi o apoio decisivo da “bancada evangélica” na Câmara dos Deputados, quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e apoio irrestrito para que o seu então vice-presidente Michel Temer ocupasse o poder no Planalto Central.

A sociedade também deve se recordar muito bem que o controverso e explosivo pastor Silas Malafaia, principal dirigente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, poderia ser tido até bem pouco tempo atrás como um fiel escudeiro espiritual de Michel Temer. [VIDEO]

Enfim, Silas e Malafaia já foram grandes aliados no sentido literal da palavra. Tanto é assim, que o atual presidente da República ao ser empossado no cargo, fez questão de recepcionar inúmeros pastores no seu gabinete a fim de que esses religiosos orassem por ele, entre os quais Silas Malafaia.

Vale frisar que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo por várias vezes fez discursos e proferimentos desmentindo de que Temer era um cultuador de Satanás.

Entretanto, não se passaram muitos meses desde a ascensão política de Temer, para que a relação dele com Malafaia ficasse seriamente abalada.

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Tudo isso graças principalmente às denúncias explícitas da PGR (Procuradoria-Geral da República), apontando Temer como estando envolvido até o pescoço nos esquemas pérfidos de corrupção, intermediados pela JBS do empresário preso Joesley Batista.

Silas Malafaia parece habitualmente se esquecer dos seus afazeres religiosos e em maio deste ano falou que o peemedebista Temer não passa de um sujeito “amador”, o qual não tem condição nenhuma de dirigir o Brasil e deveria optar pela renúncia.

Em entrevista que concedeu à conhecida revista “Época”, o pastor Silas disse que não quer mesmo estar próximo de Michel Temer, antes, entretanto, ele só se encontra publicamente com o indivíduo até ser denunciado na prática, mas depois disso, o acusado formalmente é que se vire.

“Oro pelo Brasil”, disse o religioso assembleiano, mas no Palácio de Temer nem pensar em ir. Malafaia está muito mais direcionado agora é em fazer campanha para que o prefeito da Cidade de São Paulo, João Dória, [VIDEO] seja o novo presidente da República em 2018.

Paralelamente a esse contexto conturbado do Brasil, Silas ainda encontra tempo e energia para se meter em confusão através das diversas redes sociais com os apoiadores do não menos criticado Jair Bolsonaro.

Independente de religião e líderes religiosos, que Deus sim, tenha misericórdia do Brasil e de sua população de bem, dizem os críticos da Crise econômica e política sem precedentes aqui instalada.