Apostando no fator “novidade” na política, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) tem viajado sem parar para todos os cantos do país. O objetivo é tornar seu nome mais conhecido para poder se lançar como candidato a presidente da República em 2018. Além disso, sua equipe de marketing tem trabalhado incansavelmente nas redes sociais para divulgar seu nome.

Após tanto esforço, esperava-se que o nome de João Doria aparecesse muito bem posicionado nas pesquisas de preferência eleitoral, mas o resultado do Datafolha divulgado neste sábado (30), trouxe péssimas notícias ao tucano.

Três péssimas notícias

A primeira notícia péssima foi que além de não subir nada, ele ainda perdeu 2% das intenções de voto. No final de junho deste ano, Doria tinha 10% das intenções de voto, agora, aparece com 8%. Ou seja, se objetivo era viajar pelo país para atrair votos, mesmo sendo criticado por deixar a prefeitura da maior cidade do Brasil, a estratégia deu errado e ele perdeu admiradores.

A segunda péssima notícia é que, se antes ele aparecia um pouco à frente do governador Geraldo Alckmin nas intenções de voto, agora ambos estão empatados.

Isso pode servir como um grande balde de água fria nos tucanos que apostavam em Doria, pois a pesquisa demonstra que não há diferença, pelo menos no momento, entre ele ser o candidato do partido ou Alckmin, o quadro é péssimo para ambos.

Mas a favor do governador pesaria o fato de ter terminado seus mandatos para se candidatar, ao contrário de Doria que seria visto como alguém que usou a prefeitura de São Paulo apenas como trampolim e a abandonou já no primeiro ano.

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Certamente, a nova pesquisa esfriará o nome de Doria dentro do partido e aquecerá, ainda que timidamente, o de Alckmin.

A terceira péssima notícia para João Doria é que, apesar dele insistir em atacar o ex-presidente Lula, com a intenção de atrair mais eleitores, o que de fato ocorreu é que o petista, que já liderava com ampla folga em junho, agora disparou e venceria todos os prováveis adversários em um eventual segundo turno.

Importante lembrar que Lula pode até não ser candidato, pois aguarda novo julgamento que se o condená-lo em segunda instância, impedirá sua candidatura em 2018.

A equipe de marketing de João Doria, provavelmente, deverá reavaliar sua estratégia, pois após esse duro revés, só há motivos para se lamentar e tentar entender o que deu errado. Enquanto isso, Alckmin e seus aliados podem comemorar uma pequena vitória sobre o prefeito de São Paulo.

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