Já era quase meia noite dessa terça-feira (05) quando a Polícia Federal conseguiu terminar a contabilização do total do dinheiro encontrado durante a operação “tesouro escondido”. Essa é a maior quantia em dinheiro em espécie já encontrada pela PF .

A operação denominada de “Tesouro Perdido [VIDEO], é prosseguimento da “Operação Cui Bono”, que resultou em julho na prisão de Geddel em julho. O cumprimento do mandado aconteceu um dia depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu que a delação da JBS poderá ser anulada devido 3 dos delatores terem sido omisso em informações.

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As investigações levaram a Polícia Federal a cumprir o mandado de busca e apreensão, expedido pela 10ª Vara Federal de Brasília ao apartamento em Salvador,na Bahia, usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) [VIDEO] que já esta cumprindo prisão domiciliar na Bahia.

Geddel era um dos mais influentes assessores do presidente Michel Temer (PMDB), no Congresso Nacional. Alguns delatores da Lava Jato apontam Gedel como receptador de propina. Em consequência, ele teve preso durante dez dias e atualmente cumpre prisão domiciliar no estado de Salvador.

O declínio da carreira de Geddel teve inicio após Marcelo Calero o ter denunciado por tentar interferência ilegal num processo de tombamento de imóvel em beneficio próprio. Na época Geddel pediu exoneração, e consequentemente perdendo o foro privilegiado.

No apartamento foi encontrado essa grande quantia em recursos ílicitos estava guardado em um suposto “bunker” .

Para a contagem da dessa espantosa quantia de 51.030.866,40 milhoes de reais, conforme informado pela PF, foi necessária a utilização de 7 maquinas para contar as milhares de cédulas de moeda brasileira e americana.

É de espantar ao ver as imagens mostradas pela assessoria da PF: recolherem pelo menos 9 malas e 7 caixas de papelão abarrotado com notas de 100 e 50 reais. A imensidão de dinheiro lotou ao menos 2 porta-malas dos veículos oficiais usadas para cumprir o mandado judicial.

A investigação surgiu a partir de uma denuncia, em que o ex-ministro da Secretaria de Governo do Presidente, escondia documentos relacionados a uma outras investigações em andamento.

Houve um êxito além do esperado na “Tesouro Escondido”, pois o peemedebista não é dono do apartamento onde estava todo o dinheiro, mas apenas cedido. Ao proprietário do imóvel era informado que era guardado somente documentos de seu falecido, Afrísio Vieira Lima.