Um dos mais atuantes procuradores federais da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, se manifestou enfaticamente, em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gilmar mendes. Após um longo período longe das redes sociais, o procurador Carlos Fernando resolveu buscar um auxílio, por meio da opinião do coordenador-geral da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

Ambos procuradores integram a força-tarefa da Lava Jato que está baseada na cidade de Curitiba, no estado do Paraná.

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A Lava Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção na história do país e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Pedido 'inusitado' do procurador Carlos Fernando

O procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima decidiu bater às portas do coordenador-geral da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Entretanto, não se tratava em algo relativo a fazer uma solicitação para implementar algum tipo de investigação inerente à Operação Lava Jato, da Polícia Federal ou mesmo uma autorização para que se investigasse um suspeito de crime relacionado à corrupção ou ainda, um pedido para se iniciar tratativas para se negociar um acordo de colaboração premiada, mas sim um pedido considerado "insólito" foi feito ao coordenador-geral da força-tarefa deflagrada na capital paranaense.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima queria na realidade, saber se poderia voltar a utilizar a sua rede social do Facebook.

Os motivos que o levaram a fazer esse pedido "inusitado" a Deltan Dallagnol, trata-se do intuito de poder reativar a sua página na rede social para que pudesse responder publicamente, em relação a uma entrevista que fora veiculada na madrugada do mesmo dia, ao ser concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Medes, junto ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

Durante a abordagem da entrevista à imprensa, Mendes afirmou ao jornalista Kennedy Alencar, que os procuradores federais estariam "atuando na Lava Jato, como príncipes da República", com o propósito de exercer a "criminalização da política". O ministro Gilmar Mendes teria ido ainda mais longe em suas críticas aos procuradores, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República, ao comentar que estariam tentando "impor um pensamento considerado totalitário".

Carlos Fernando não deixou por menos e rebateu prontamente, com o sinal verde de Deltan Dallagnol. O procurador afirmou, e alusão ao ministro Gilmar Mendes, que "poderiam enganar toda a gente, durante um determinado tempo, poderiam até mesmo, enganar algumas pessoas durante todo o tempo, mas não poderiam enganar todas as pessoas durante todo o tempo".