O procurador da República Ângelo Goulart Villela, de trinta e seis anos de idade, fez sérias revelações que implicam o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O prazo de mandato de Janot à frente da Procuradoria-Geral da República e como chefe do Ministério Público Federal se encerrou neste domingo (17). Entretanto, uma nova polêmica foi levantada, a partir de revelações extremamente importantes, fornecidas por Ângelo Goulart. O procurador foi ainda mais longe e incisivo ao relatar que teria presenciado uma conversa do ex-procurador-geral da República, antecessor da nova procuradora-geral, Raquel Dodge.

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Diálogos presenciais

O procurador Ângelo Goulart Villela afirma categoricamente que chegou a presenciar uma conversa em que Rodrigo Janot se referiu à situação do presidente da República Michel Temer em se tratando da escolha da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Segundo o que Janot teria dito, de acordo com palavras do procurador Ângelo Goulart, a sua caneta (Janot) não poderia fazer seu sucessor, mas ainda teria tinta suficiente para que conseguisse vetar um nome. Rodrigo Janot expressava, através de sua fala, a intenção de barrar a escolha de sua sucessora, Raquel Dodge, no comando da Procuradoria-Geral da República.

Porém, o mais intrigante que o procurador Ângelo Goulart Villela contou, se trata do claro propósito de Rodrigo Janot, em derrubar o presidente Michel Temer, do comando do país. Goulart foi incisivo ao afirmar que Janot tinha pressa e precisava derrubar o presidente Temer, já que tinha certeza que o derrubaria.

Ângelo Goulart havia sido preso por cerca de setenta e seis dias, acusado de vazar à empresa de Joesley Batista, a JBS, informações consideradas de ata relevância, em se tratando do Ministério Público Federal.

Após esse período de reclusão e com a sua soltura, acabou desabafando em sua primeira entrevista que a desonra doeria muito mais do que o cárcere. O procurador havia sido alvo da força-tarefa da "Operação Patmos", de 18 de maio, da Policia Federal [VIDEO], denunciado pela prática de crimes relacionados à violação de sigilo funcional, corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Embora tenha sido acusado por Joesley Batista, através de delação premiada, de que teria recebido a quantia de R$ 50 mil por mês, como "ajuda de custo" para vazamento de informações, Goulart se defendeu jamais teria recebido propina, nem mesmo esteve pessoalmente os empresários Joesley Batista e Wesley e até mesmo, jamais teria tido contato por telefone com os donos da empresa JBS. Goulart relatou ainda que Janot geralmente se referia a respeito de Raquel Dodge como "bruxa".