A semana não iniciou nada bem para uma dos políticos mais importantes do país envolvidos na Operação Lava Jato. Trata-se do ex-ministro José Dirceu (PT-SP), um dos nomes fortes do Governo Lula que foi indiciado e preso na Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Terça-feira (26), José Dirceu teve seu julgamento concluído e sua pena aumentada para trinta anos, nove meses e dez dias (até então era vinte anos e dez meses). José Dirceu está solto desde maio deste ano, porém com a nova decisão Dirceu poderá retornar a prisão a qualquer momento.

A defesa afirma que a prisão de José Dirceu ainda não é um fato consumado, pois se faz necessário o prazo e o resultado dos embargos.

Ainda existe a possibilidade de apelação aos tribunais superiores.

O Dr. Roberto Podval, advogado do ex-ministro, disse que existe a possibilidade da alteração na dosimetria da pena, pois um voto do próprio relator do caso pode fazer a diferença no processo levando em conta que o voto coloca Dirceu como primário, portanto Podval não enxerga a possibilidade de seu cliente ser preso de uma hora para outra, concluiu o advogado.

O andamento processual e os prazos que incidem no caso de José Dirceu

A defesa de José Dirceu tem o prazo de dois dias para entrar com o recurso de embargos de declaração e teria dez dias de para os embargos infringentes, porém o prazo de dez dias se dá nos casos em que não houve unanimidade no julgamento.

Após passados os prazos, o juíz Federal Sérgio Moro [VIDEO](13ª Vara Federal de Curitiba) poderá iniciar a execução da pena.

A execução da pena só poderá iniciar após a defesa entrar com os recursos cabíveis e após o julgamento dos mesmos pelo tribunal. No processo de José Dirceu, não caberá o recurso de embargo de infringentes, portanto se aguarda somente o ritual processual referente aos embargos de declaração.

Outras condenações

O ex-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, e o também ex- diretor da Petrobras, Renato Duque, tiveram suas condenações confirmadas.

Absolvição de Vaccari

Ao contrário de José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto tem motivos para comemorar. Vaccari teve a sua absolvição confirmada por insuficiência de provas. O advogado de João Vaccari Neto publicou uma nota dizendo que a decisão foi justa, pois as acusações contra seu cliente tinham como base apenas a delação premiada de um indiciado e não houve nenhuma prova nos autos que pudesse incriminá-lo.

Outra que comemorou a absolvição de Vaccari foi a atual presidente do Partido dos Trabalhadores [VIDEO], Gleisi Hoffmann, que em sua rede social publicou: