Nos últimos meses, muito se tem falado sobre a tão temida Reforma da Previdência social. Mas o que realmente representa essa mudança para o trabalhador? De um lado, o Governo justifica-se dizendo que não haverá como manter as aposentadorias no futuro, mas contrariando essa proposta, políticos dividem opiniões sobre o tema. É fato que o problema é grave, e sim atinge todos os brasileiros, principalmente aqueles que ainda vão entrar no mercado de trabalho. Um outro ponto não menos importante é que, segundo o governo, o déficit da previdência supera gastos como o da saúde bem como outros investimentos.

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Assim, pode-se imaginar que áreas como educação e segurança pública também são afetadas.

O que o povo pensa

Diante da possibilidade da perda de direitos já alcançados por governos anteriores, como o tempo mínimo de contribuição para aposentar, que por enquanto ainda é de 35 anos para homens e 30 anos para a mulher, com a reforma, as pessoas irão trabalhar mais e receber menos.

Por isso a maioria dos brasileiros é contra a reforma da previdência. Mas não é apenas isso, existem motivos para desconfiar do governo Temer.

Razões para não querer

Não é a primeira vez que as regras da previdência são modificadas. Anteriormente durante a gestão FHC, criou-se o fator previdenciário no ano de 1999, para conter os gastos que não eram compatíveis com a arrecadação. Mas por trás do plano havia a intenção de desestimular as aposentadorias de homens e mulheres. Hoje a época é outra, mas a forma de se resolver esse problema é a mesma, então algumas justificativas permeiam essa desaprovação.

São elas:

  • Supressão de direitos podem significar mudanças mais radicais em aposentadorias especiais; por exemplo, quem trabalha em áreas insalubres pode também ser prejudicado, pois especula-se uma idade mínima para se aposentar mesmo em aposentadorias especiais. Entretanto, nesse caso, existe o aumento da exposição a locais insalubres, como ruídos, vapores tóxicos, entre outros. Mas como existe uma legislação específica apoiada por laudos médicos, acredita-se que mexer na aposentadoria especial será mais difícil, ou talvez não ocorra, pois fere a integridade física do trabalhador.

  • O déficit da previdência é culpa da má gestão do governo: é uma boa justificativa porque bilhões arrecadados, que deveriam ir para os cofres públicos, na certa são destinados para a iniciativa privada, através de políticas de incentivo.
  • Pouco diálogo com os sindicatos da categorias: segundo os mesmos é preciso alertar mais a população dos efeitos desses mudanças.
  • Essas reformas preveem mudanças que afetarão drasticamente os valores a serem recebidos. Sim, é certo que o calculo será modificado, uma vez que o tempo de contribuição também aumentará.
  • Haverá maior dificuldade para requerer os benefícios: as regras serão mudadas, até mesmo para pensionistas.

Obviamente estas são apenas algumas justificativas.

Sabe-se que há muitas outras, pois ninguém sabe ao certo como funciona a "engrenagem política do governo", hora avança, hora recua.

A cruz e a espada

É fato inegável que o país caminha à beira do caos financeiro, mas também é verdade que o problema já é velho conhecido dos políticos, empresários e até do povo. É aí que o governo se organiza como empresa, cortando gastos excessivos, mas até aí tudo bem, certo? Não, não é bem assim. Sabe-se que um deputado federal ganha em média um salário de aproximadamente R$ 33.000, fora outros benefícios. Em resumo, os deputados custam para o bolso do brasileiro cerca de mais de 1 bilhão por ano. Agora somado a isso, temos um governo repleto de incertezas, com membros do próprio governo envolvidos em corrupção de todos lados, propinas, obstrução da justiça, enriquecimento ilícito, e muito mais.

O resultado disso é um governo fragilizado [VIDEO], por falta de competência. A impressão que se tem é que os governantes não sabem bem o que estão fazendo, é como se estivessem apavorados tentando salvar a própria pele, ou seja, querem se manter no poder.

Por fim, o dilema está em carregar a cruz dessas mudanças, mas que, com certeza, significarão o corte da espada que fere a vida de quem sonha com uma velhice tranquila após tantos anos de trabalho.