A Câmara dos Deputados enfim conseguiu nesta terça-feira (26), após frustração por falta de quorum, seguir com a segunda denúncia feita contra o presidente Michel Temer, apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Foram feitas duas tentativas sem sucesso anteriormente, nos dia 22 e 25 de setembro, entretanto, nas tentativas frustadas, havia número inferior a 51 deputados na Casa, que é o mínimo para que a sessão possa ser aberta.

Além do presidente do Brasil [VIDEO], Michel Temer, foram citados na denúncia apresentada pela PGR os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha (Secretaria do Governo e Casa Civil, respectivamente).

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Às 11h35min foi aberta a sessão no plenário, com apenas 14 dos 51 deputados que estavam na Casa. A sessão começou com 5 minutos de atraso em relação ao horário previsto.

Antes que a leitura acontecesse, oposição e deputados que defendem o governo deram seus pareceres de acusar ou defender os acusados.

O deputado do PMDB do Rio Grande do Sul, Mauro Pereira, afirmou que quem armou todo o esquema de corrupção e quebrou o Brasil foram Lula [VIDEO]e Dilma. Ainda disse que Michel Temer provará que é inocente após término do mandato.

Já o deputado Valmir Prascidelli, do PT de São Paulo, disse que espera na segunda denúncia o que não aconteceu na primeira, que a pressão dos deputados da base aliada não interfira no andamento dessa denúncia na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Segundo ele na anterior houve favorecimentos aos deputados para que a denúncia não seguisse em frente.

A denúncia só teve a leitura iniciada às 12h09min, já com 47 deputados presentes no plenário da Câmara. A leitura foi realizada pela deputada e segunda secretária da Câmara Mariana Carvalho do PSDB de Rondônia.

Segundo estimativa da deputada, toda a leitura levará em torno de seis horas e a denúncia é composta de 245 páginas.

Com a realização de toda leitura da denúncia, o projeto pode seguir para a Comissão de Constituição e Justiça ou CCJ da Câmara.

Será decidido se a denúncia contra o presidente será desmembrada da dos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Contudo Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e os consultores técnicos da Câmara não são favoráveis a um possível desmembramento da denúncia. Entretanto, o presidente do CCJ, Rodrigo Pacheco, disse que analisará, podendo até mesmo fazer uma consulta ao Supremo Tribunal Federal. Após resolver como se dará a denúncia, Pacheco escolherá o relator do caso.