Após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitar a prisão preventiva dos delatores da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin ordenou a prisão preventiva.

A prisão inicialmente tem prazo de cinco dias. O procurador-geral solicitou ainda a prisão do ex-integrante do Ministério Público Federal Marcello Miller, mas o pedido não foi acatado pelo ministro Fachin.

Os delatores tiveram a prisão decretada após uma série de áudio divulgados o que levou a Procuradoria Geral da República a acreditar que os réus haviam omitido informações importantes ao poder público, fato que vai de desencontro ao acordo de delação premiada realizado pelos empresário.

Os áudios divulgados traziam informações que Marcello Miller estaria trabalhando junto ao acordo de delação premiada do grupo.

Ainda foi dito sobre uma conta corrente em um país vizinho, Paraguai, consta esta que não havia sido informada ao Ministério público Federal na data do fechamento da delação premiada. Já o pedido de prisão de Marcello Miller foi baseado no fato que o mesmo se envolveu enquanto advogado do grupo J&F mesmo antes de se afastar definitivamente do quadro de funcionários do Ministério Público Federal.

A prisão de Batista e Saud pode ocorrer a qualquer momento neste Domingo (10) ou durante a segunda-feira. O acordo de delação está sendo integralmente revisto pelo procurador-geral da República. Rodrigo Janot quer deixar tudo ok antes de sua saída da PGR, que ocorrerá daqui seis dias, quando então a procuradora Raquel Dodge assumirá o mais alto cargo do Ministério Público Federal.

Janot não afasta a possibilidade de cancelar o acordo de delação premiada.

Defesa

Os advogados dos delatores solicitaram de imediato, quando os áudios foram divulgados, uma audiência com o ministro Fachin, responsável pelo caso.

Ainda como medida de tentar mostrar colaboração, os delatores entregaram seus passaportes na Polícia Federal, afastando a hipótese de fuga do Brasil.

STF

Outros ministros da Suprema Corte brasileira se manifestaram sobre o assunto. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, gravou vídeo solicitando esclarecimentos e determinando maiores investigações.

Em sessão da Corte, o ministro Luiz Fux afirmou: ‘’De sorte que eu deixo ao Ministério Público a opção de fazer com que esses participantes desta cadeia criminosa que confessaram diversas corrupções, que eles passassem do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda’’, deixando claro sua perplexidade sobre o tema.