Nesta última quarta-feira, 4 de outubro, o presidente Michel Temer e seus advogados entregaram na Câmara dos Deputados um documento contendo 89 páginas, que visam defender o peemedebista das denúncias apresentadas pelo ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

A primeira denúncia apresentada contra Temer foi barrada pelos parlamentares da Câmara, o objetivo do presidente é também conseguir barrar essa segunda denúncia.

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Michel Temer é acusado de crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. Caso a denúncia passe pela Câmara, caberá aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem sobre a situação do presidente.

No documento apresentador pela defesa, foi enfatizado vários adjetivos nada favoráveis a Rodrigo Janot. O ex-procurador, que saiu do cargo abrindo espaço para Raquel Dodge, foi chamado de "antiético", "indecente", "imoral", "ilegal" e acusado de ter agido de forma "obsessiva" contra Temer.

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Michel Temer deixou bem claro em sua defesa que acredita que o ex-procurador abusou de sua independência institucional para prejudicá-lo de forma parcial. Em uma parte do argumento da defesa, os advogados apontam que Janot se movimentou com "pressa", colocando um novo delator, Lúcio Funaro, para "atacar" Temer. O documento da defesa faz uma afronta a Janot sem precedentes.

A segunda denúncia de Rodrigo Janot

Antes de sair do cargo da procuradoria-Geral, Rodrigo Janot já vinha mostrando traços de que uma nova "bomba" contra Michel Temer seria apresentada.

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Governo Michel Temer

A segunda denúncia foi dividida em duas partes, a primeira enfatiza o "quadrilhão" do PMDB e aponta crimes para Temer e para o ex-ministro de seu Governo, Geddel Vieira Lima. Entre outros citados, também estão o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, que foi encontrado carregando uma mala com R$ 500 mil em propina e também os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também foi alvo da denúncia.

A segunda parte da segunda denúncia é ligada a delação premiada dos executivos da empresa JBS, Wesley e Joesley Batista. A denúncia diz que Temer teria se envolvido em pagamentos de propina para a irmã de Lúcio Funaro, Roberta Funaro, fazendo com que Joesley pagasse as propinas.

Michel Temer enfatiza que foi "vítima" de uma "armação" feita por Rodrigo Janot e pelos delatores para prejudicar a "autoridade máxima" do Brasil.

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