Quando a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, tomou posse, muita gente viu nela a esperança de uma firmeza enorme contra os corruptos. A ministra se mostrava determinada a não ceder e chegou a ter conflitos dentro da Corte com os ministros que não aceitavam suas regras.

As coisas foram mudando e Cármen Lúcia acabou sendo pressionada por todos os lados e para não perder a harmonia dos Poderes, acabou tomando decisões a favor de parlamentares envolvidos em graves esquemas de corrupção.

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A sua mais recente decisão foi o voto de desempate dando o privilégio do Congresso decidir pelo futuro dos parlamentares. O Supremo acabou perdendo a força com a decisão dela e várias críticas surgiram, até mesmo de generais inconformados [VIDEO] com isso.

Outro lado

Por outro lado, apareceu Raquel Dodge [VIDEO], a nova procuradora-geral da República e sem ninguém colocar fé nela, ocorreram grandes surpresas em suas decisões e a procuradora-geral, que foi indicada pelo presidente Michel Temer, tem tomado atitudes drásticas contra os corruptos e até mesmo Temer está preocupado com ela.

Ela tem causado uma certa aflição no presidente e em seus aliados. A esperança de Temer era que Raquel fosse bem maleável com as denúncias e acusações contra ele, mas não é isso que está acontecendo. Ela demonstrou firmeza e decidiu avançar com as investigações da Operação Lava Jato, afetando o peemedebista.

Ela determinou, na segunda-feira (16), que a Polícia Federal fizesse busca e apreensão no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ele é irmão de um dos homens de confiança de Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que no momento, está preso por ordens da Lava jato.

Raquel não quer saber se Geddel é ligado a Temer e partiu para cima com as investigações. A sua postura tem sido vista com certo temor e entusiasmo pelos procuradores.

Apenas para ressaltar, no dia 2 de outubro, ela solicitou o depoimento do presidente no inquérito que visa apurar se o decreto de Portos beneficiou a empresa Rodimar, que está envolvida na delação da JBS.

Prisão

Nesta terça-feira (17), a procuradora-geral da República enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a volta da prisão do empresário Jacob Barata Filho e de mais seis pessoas.

Os empresários haviam sido presos por determinação do juiz Marcelo Bretas e foram soltos por ordem do ministro da Corte, Gilmar Mendes. Vale ressaltar que Cármen Lúcia não se mostrou contra as decisões de Mendes, na época.

O pedido de Raquel ao STF tem o principal objetivo de se concentrar no caso do empresário Rogério Onofre e de sua esposa Dayse Deborah Alexandra Neves.

Segundo a procuradora, os dois lavaram dinheiro e enviaram recursos para o exterior.

Para ela, a liberdade deles só tem a trazer riscos na ocultação e recuperação de produtos ilícitos, que ainda estão desconhecidos.

A procuradora-geral quer a prisão preventiva do casal para manter segurança nas investigações e evitar a destruição de provas.

Raquel também comentou que a ação dos criminosos tinha a intenção de destruir arquivos eletrônicos e contabilidades que mostravam os crimes cometidos na Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro).