Nesta terça-feira (17), o Senado Federal decidiu revogar o afastamento do senador tucano [VIDEO] Aécio Neves do mandato e deixou muita gente revoltada com isso.

Em 26 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] havia tomado a decisão de afastá-lo do cargo em decorrência das investigações ligadas aos depoimentos dos empresários da JBS e além do afastamento, o Supremo também determinou o recolhimento noturno do senador e a entrega de passaportes.

Houve um momento de conflito entre os Poderes.

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O Senado não queria aceitar que o STF se infiltrasse nas decisões deles e Cármen Lúcia, ministra e presidente da Corte, decidiu apaziguar as tensões e deixou o Senado livre para definir o que fosse melhor para seus parlamentares.

Diante disso, Aécio Neves está de volta ao Senado e o Supremo foi alvo de várias críticas por ter preferido perder a soberania das decisões em troca de um pouco de harmonia.

Relembrando o discurso do general Hamilton Mourão, a situação pode ser preocupante daqui pra frente. Mourão havia dito que as instituições são obrigadas a solucionar os problemas políticos, através da Corte Suprema, e os criminosos deveriam ser excluídos de seus cargos. Caso isso não acontecesse, o Exército entraria em ação.

O STF vinha fazendo um trabalho relativamente correto, mesmo que lento, mas dessa vez acabou jogando tudo para o alto. Os suspeitos de corrupção e investigados ficaram com o poder nas mãos e podem decidir tranquilamente o futuro deles.

Pelas declarações de Mourão e pelas atitudes da Corte, comandada por Cármen Lúcia, uma intervenção militar poderia acontecer a qualquer momento.

A população está aguardando algum general se manifestar mais duramente sobre o caso de Aécio Neves. Todos querem uma pressão maior em um Judiciário, aparentemente, desestabilizado.

Corrupção

O senador Aécio foi denunciado no começo de junho pela Procuradoria-Geral da República por crime de lavagem de dinheiro. A denúncia foi feita com base na delações dos executivos da JBS por corrupção passiva e obstrução à Justiça.

Conforme as acusações, Aécio foi gravado por Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões para pagar advogados e tentar se livrar do avanço da Operação Lava Jato.

Primo do senador

Em uma interceptação telefônica entre Aécio e Mário Franco Júnior, empresário do setor agropecuário, a Polícia descobriu que o primo do tucano, Frederico Pacheco, foi até à fazenda da família, após ter recebido o valor de R$ 500 mil do executivo e delator Ricardo Saud. Essa seria a terceira parcela dos R$ 2 milhões que foram conseguidos por Aécio.