Após conseguir escapar da segunda denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República [VIDEO] (PGR) com ajuda da Câmara dos Deputados, Michel Temer sinalizou à base aliada que iria realizar uma reforma ministerial no governo. Cada vez mais fraco, o peemedebista sofreu pressão dos aliadas mesmo enquanto estava internado para se recuperar da cirurgia que realizou no último fim de semana. A base aliada fez chegar aos ouvidos de Temer que não aceitará o adiamento da reforma ministerial para março ou abril do próximo ano.

O principal alvo do Centrão são os ministros do PSDB. O grupo exige que o Planalto reveja o tamanho dado para os tucanos no governo, vide o racha que existe na bancada do partido, com mais da metade dos deputados votando contra Michel nas duas denúncias feitas pela PGR.

Na última semana, foram 23 votos dos tucanos contra Temer e 20 a favor.

Entre os quatro ministérios ocupados pelo PSDB, o Centrão foca suas armas em principalmente dois: a Secretaria de Governo, que tem como ministro Antonio Imbassahy, e o Ministério das Cidades, ocupado por Bruno Araújo. Imbassahy é o responsável por fazer a articulação entre Planalto e base aliada, mas já vem sendo ignorado pelas principais lideranças do Centrão há algumas semanas.