O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir o futuro de mandatos de parlamentares [VIDEO], incluindo o do tucano Aécio Neves. Tudo indica que os onze ministros do Supremo chamarão atenção dos brasileiros. A reunião ocorrerá entre a ministra e presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia, e o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE). O que a próxima decisão nos mostrará será a forma como os três poderes irão lidar nesse embate.

Nesta última segunda-feira, 2 de outubro, a presidente do Supremo não escondeu seu cansaço com a situação do impasse que foi instaurado entre a Corte e o Senado. Cármen Lúcia mostrou traços de preocupação e disse não estar nem conseguindo dormir durante a noite por causa deste caso.

A ministra declarou que o Supremo sairá totalmente desgastado e o fato ficará "marcado".

Segundo o cientista político Cristiano Noronha, a situação do Supremo começou a se preocupar em meados de 2013, quando várias pessoas começaram a sair nas ruas em um ato de forte pressão popular, questionando as decisões da Corte e principalmente da atitude dos políticos brasileiros.

A entrada da Operação Lava Jato em 2014, também fez com que as manifestações populares ampliassem, a população ficasse surpresa com os escândalos revelados nas operações e até exaltaram o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato. As relações institucionais ficaram "balançadas", um exemplo é o Ministério Público Federal e a Polícia Federal que criticaram a atuação da Procuradoria-Geral da República na condução das chamadas delações premiadas.

Agora, o momento de tensão se volta para o Supremo e para o Senado Federal.

Caso preocupante e tensão

Cientistas analisaram que se o Supremo vetar a deliberação do Legislativo no caso do senador Aécio Neves, o acontecimento poderá se repetir nos Estados, fazendo com que os Poderes se "estranhem". As brigas internas entre as instituições acabam fragilizando as relações.

O Senado poderá votar nesta terça-feira, 3 de outubro, sobre o destino do senador Aécio Neves, O presidente do Senado pressionou o STF, dizendo que a Corte deve tomar uma posição até hoje, pois os parlamentares irão decidir sobre a anulação do afastamento do senador [VIDEO] movido pelos ministros do Supremo.

Eunício disse que não poderia adiar uma decisão votada em caráter de urgência pelos parlamentares. O senador Aécio já tinha entrado com um pedido para que se afastasse o ministro Edson Fachin de ser o relator no Supremo do seu caso.