Nesta última segunda-feira, 30 de outubro, a defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um mandado de segurança na Justiça para que fossem anuladas cerca de 462 ligações telefônicas interceptadas pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. A defesa de Lula estaria "enfurecida", pois as ligações revelariam conversas particulares de Lula com seu advogado de defesa Cristiano Zanin Martins.

As ligações mostrariam a forma como o advogado estava conduzindo seu cliente para responder sobre diversos crimes, como Corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e obstrução de Justiça. Em fevereiro de 2016, as ligações foram autorizadas por Sergio Moro, e na época veio à tona a polêmica conversa de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff, na qual acertavam a posse de Lula como Ministro da Casa Civil enfatizando uma tentativa de se livrar das acusações da Justiça.

O caso foi muito especulado e divulgado pela mídia e teve grande reação popular. O Supremo Tribunal Federal (STF) barrou Lula, evitando que ele tomasse a posse de ministro.

No total, cerca de 417 horas de ligações telefônicas foram interceptadas. O ex-ministro e relator dos processos da Lava Jato no Supremo, o falecido Teori Zavascki, chegou a questionar as gravações realizadas dentro do escritório dos advogados de Lula.

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Sergio Moro Lula

No entanto, Sergio Moro justificou, dizendo que um dos advogados de Lula, Teixeira, é investigado na Justiça e isso aconteceu em decorrência das investigações, sendo inevitável. Moro também explicou que o telefone fixo do escritório estava no nome da empresa de palestras de Lula e por essa razão o Ministério Público Federal (MPF) interceptou.

Sergio Moro deixou bem claro que as gravações de Lula com os advogados não foram utilizadas nos processos da Justiça e se tornaram "irrelevantes". A defesa de Lula quer que as ligações sejam imediatamente descartadas e os advogados citam que se sentem "intimidados" com a situação.

Ex-presidente é réu em processos

O ex-presidente Lula é réu em vários processos na Justiça. Ele já foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de detenção. O ex-presidente será analisado em segunda instância a respeito do caso de um triplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá. Lula é acusado de receber propina da empreiteira OAS em um esquema corrupto envolvendo a Petrobras.

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