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A ex-presidente da República Dilma Rousseff está atrelada como testemunha de defesa de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. Bendine é investigado pelas Operação da Lava Jato e acusado de receber propinas da empreiteira Odebrecht, que chegam a R$ 3 milhões.

Além de Bendine, esse processo também investiga a ex-presidente da Petrobras Graça Foster; o dono da Odebrecht, Emílio Odebrecht e o ex-senador e ex-vice-presidente do Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias, do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

As investigações da Polícia Federal apontaram que Aldemir Bendine declarava Imposto de Renda até mesmo de suas propinas recebidas. A ideia do ex-presidente do banco foi tentar prejudicar as investigações, tornando-as mais complicadas para a polícia.

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No dia 27 de julho deste ano, ele foi preso.

Um pouco antes de assumir a presidência do Banco do Brasil, em 2015, Aldemir Bendine pediu para a Odebrecht a propina para que contratos não fossem prejudicados e também para "melhorar" os rumos de investigação da Lava Jato, diminuindo seus danos. A Odebrecht entregou o dinheiro a Bendine em um apartamento alugado em São Paulo. O aluguel estava no nome de Antônio Carlos. O dinheiro foi dado em espécie e em três pagamentos de R$ 1 milhão cada.

Dilma Rousseff, depoimento

O Ministério Público Federal (MPF) ficou "de olho" em Bendine, quando o acusado comprou uma passagem só de ida para Portugal. Com isso, investigadores decidiram por pedir sua prisão rapidamente.

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Ao que tudo indica, Bendine queria fugir do Brasil.

A ex-presidente Dilma falará como testemunha de defesa de Bendine. Ela está em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Lava Jato em primeira instância está em Curitiba, Paraná. No dia 25 de outubro, às 14 horas, o depoimento será feito através de videoconferência.

Marcelo Odebrecht assume erros

Um dos donos da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, assumiu que a empresa concedeu R$ 3 milhões de propina para Bendine. Sua declaração é peça chave na investigação.

No entanto, conforme a Lava Jato avançada, Bendine demonstrou "medo" e resolveu conter a prática de atos ilícitos para não manchar sua imagem pessoal devido à exposição.

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A prisão de Marcelo Odebrecht fez com que Bendine repensasse sobre suas atitudes, porém já seria tarde demais e ele acabou sendo preso.