Muitos brasileiros pararam o que estavam fazendo para acompanhar a transmissão da votação que aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (26). O resultado dessa votação foi o arquivamento da denúncia apresentada contra o atual presidente Michel Temer, que também apresentou como alvos os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco ,da Secretaria-Geral.

Um fato que aconteceu antes dessa votação foi relatado pelo deputado César Halum (TO).

Publicidade
Publicidade

Ele conta que o líder do seu partido fez vários apelos com o intuito de induzi-lo a votar a favor do presidente Temer, com o SIM para o arquivamento. Ele conta que ainda na mesma ocasião, Cleber Verde, o líder em questão, perguntou se ele precisava de algo. "O líder do meu partido que me fez vários apelos, veio perguntando o que eu precisava", relatou o deputado.

As investidas continuaram por parte de Cleber. César contou que ele, ainda tentando agradá-lo, perguntou se ele não desejaria ter de volta os dois cargos que havia perdido na secretaria de Pesca e nos Correios, pelo fato de não ter votado a favor de Michel Temer na primeira denúncia (corrupção passiva).

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Michel Temer

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o deputado contou: "O meu líder veio me perguntar se eu tinha interesse em voltar os cargos. Eu disse: nenhum”.

A denúncia por organização criminosa e obstrução da justiça foi rejeitada por César Halum, mas ele explica que os motivos que levaram à decisão pela rejeição foram outros. Ele confessa que sua determinação não foi baseada no fato da acusação ter ou não ter consistência pois, para ele, a denúncia tinha sim relevância e consistência.

Publicidade

Halum justifica seu posicionamento contando que no momento de reflexão entendeu que seu voto deveria ser guiado por o que ele denominou de 'mal menor'. César disse que no momento atual não seria o ideal. Ele justifica que agora não era momento para uma mudança.

"Uma mudança agora seria uma mudança muito grande", afirma o médico veterinário e deputado federal pelo estado de Tocantins.

Caso o arquivamento acontecesse, existindo 342 votos ou mais favoráveis à denúncia apresentada pelo relator, esta seria analisada pelo Supremo Tribunal Federal.

Lá caberia a decisão final quanto à abertura. Caso fosse aberto, o presidente seria afastado do seu cargo pelo período de 180 dias e nesse tempo o julgamento aconteceria. Mas, de acordo com a quantidade de votos, tudo continuará seguindo como antes.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo