Um dos mais destacados e atuantes membros da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, se manifestou, de modo contundente, em relação à decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (11), que delimitou que parlamentares acusados de crimes relativos à Corrupção poderiam ser afastados, após somente autorização do Congresso Nacional. A votação emblemática e cercada de grande polêmica na mais alta Corte de justiça do Brasil, pode, no entanto, favorecer o senador afastado do PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves.

O político mineiro deverá ter decidido seu futuro, a partir de votação no Senado Federal.

O Poder Legislativo irá se pronunciar na próxima terça-feira (17) sobre a validade das medidas cautelares, o que culminaria no afastamento ou não do parlamentar, em relação ao seu cargo de senador da República, pelo estado de Minas Gerais. Há, inclusive, a possibilidade de que a votação sobre o destino político de Aécio Neves, seja selado através de votação secreta, o que já têm causado enorme desgaste político e repercutido negativamente perante à sociedade civil organizada.

Reação da Operação Lava Jato

O procurador da República e um dos principais integrantes da força-tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, foi enfático ao se pronunciar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que jogou no colo do Congresso Nacional, a decisão sobre o futuro do senador mineiro Aécio Neves.

Nesta quinta-feira (12), o procurador federal Carlos Fernando, juntamente ao coordenador-geral da força-tarefa de investigações da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, se manifestou, através de suas redes sociais, contrariamente à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em dar ao Congresso a última palavra, relacionada ao afastamento de parlamentares envolvidos em casos de corrupção.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima escreveu em rede social, que infelizmente, na data de ontem, o Supremo Tribunal Federal deixou de lado, todo o processo histórico inerente à consolidação da interpretação da Constituição Federal pelo Poder Judiciário, de modo que venha a se curvar às ameaças dos políticos, conforme publicado em seu perfil do Facebook. O procurador da República, que faz parte da força-tarefa de Curitiba, onde estão concentrados os trabalhos da Lava Jato em primeira instância, sob a condução do juiz Sérgio Moro, ressaltou ainda que infelizmente, a resposta do Supremo não teria sido altiva, mas frágil e tímida e até mesmo, gaguejante, por uma falta contemporização. Entretanto, há momentos em que se deve buscar a harmonia, embora, haja aqueles em que só resta a coragem de fazer o certo.