Ciro Gomes (PDT-CE), pré-candidato à Presidência da República, e ex-ministro da Integração Nacional no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), afirmou em entrevista no domingo (22), durante o programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, que seu concorrente para o cargo no executivo, o deputado Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), tem, no momento, mais isenção do que os membros do PSDB. "Ele é mais íntegro do que as lideranças tucanas, incluindo Tasso Jereissati", afirmou Ciro.

Por outro lado, o ex-governador do Ceará afirmou que a sinalização do voto em Jair Bolsonaro [VIDEO], segundo nas pesquisas de intenção de voto, atrás apenas de Lula, é, na verdade, uma negação à política que aí está e também que não compactua com suas ideias.

Ainda para o pedetista, dos eleitores que agora declaram voto em Bolsonaro, muitos deles votarão em outros candidatos na hora da eleição.

Segundo ele, no momento em que o PSDB parar de errar, Bolsonaro irá cair nas pesquisas, e afirmou ainda que se os tucanos desejam voltar a dirigir o país, o único nome viável no partido para disputar a presidência da República é o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Indagado sobre qual é sua linha governamental, se de direita ou esquerda, o pedetista afirmou que está onde deveria estar, e aproveitou para alfinetar os governos de Lula [VIDEO]e Dilma, dizendo que ambos fizeram na área econômica tudo aquilo que Fernando Henrique havia feito durante o governo do PSDB, afirmando que nem de longe o governo do PT foi de esquerda. Criticou ainda o partido por não ter outra liderança, a não ser o ex-presidente Lula.

O pré-candidato disse também que o Brasil está passando por um momento político de muita agressividade e explicou sobre uma declaração dada por ele na semana passada, onde teria atacado Marina Silva (Rede), dizendo que ela não teria testosterona para assumir o cargo. Ciro explicou que em nenhum momento usou esta expressão para se referir a pré-candidata da Rede e que foi mal interpretado.

Sobrou tempo ainda para ironizar o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), o chamando de "prefake". "Prefeito falso, farsante", afirmou Ciro. Por fim, o ex-governador abordou temas econômicos e afirmou que seis pessoas no Brasil têm fortuna equivalente a renda de 100 milhões de brasileiros. Segundo ele, estas pessoas irão pagar mais impostos e citou como exemplo os Estados Unidos, onde o valor da alíquota sobre grandes fortunas é de 40%.