O juiz Sérgio Moro, titular da Décima Terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, responsável pela condução dos processos em primeira instância da Lava Jato, ao conduzir os trabalhos da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, tem um caso complicado de ser solucionado e que deve passar por uma minuciosa análise por parte do magistrado paranaense.

Entretanto, um caso específico envolvendo altas somas de dinheiro resultado de propina vem trazendo grandes desafios aos investigadores federais da força-tarefa.

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Trata-se de uma intrincada fórmula matemática, extremamente complexa e que envolve a distribuição de propinas, em se tratando de recursos ilícitos provenientes da maior empreiteira do país, a Odebrecht.

Vale ressaltar que a empreiteira mencionada se tornou uma das principais beneficiárias dos rombos bilionários e desvios de recursos dos cofres públicos da maior estatal brasileira, Petrobrqs.

Fórmula matemática complexa

O juiz federal Sérgio Moro está debruçando sobre um caso pouco usual: a compreensão da resolução de uma fórmula matemática complexa, resultado de propina e que envolveria o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. O magistrado paranaense tem como um dos principais objetivos, em relação a esse caso, descobrir quem seria o autor da fórmula da propina. Sérgio Moro determinou que a Polícia Federal implementasse a concretização de todo um trabalho voltado para a perícia da planilha encontrada, do "Italiano". Essa planilha faz parte do departamento de propinas da empreiteira Odebrecht.

As principais dúvidas que pairam sobre as investigações conduzidas por Moro se referem a uma fórmula que está contida na planilha. Sérgio Moro quer saber quem a criou e quando teria sido criada essa fórmula matemática. Na mesma planilha em questão, encontra-se um registro de valores direcionado ao "Amigo", que seria o codinome atribuído ao ex-presidente Lula, segundo as investigações da força-tarefa, a partir de informações repassadas por delatores ligados à empreiteira Odebrecht.

A fórmula complicada de se entender é assim distribuída: -((3*1057) + 8217 + 1034) = 12.422 . Esse resultado reflete à identificação de cerca de R$ 12,4 milhões, fruto de propina e que, segundo a força-tarefa, teriam sido pagos ao ex-presidente Lula. Nesta terça-feira (17), o juiz Sérgio Moro concedeu entrevista à imprensa, mais especificamente ao canal de notícias das Organizações Globo, GloboNews. O magistrado ressaltou que uma de suas grandes preocupações se refere à mudança de entendimento por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), em reformar decisão anterior do próprio Tribunal, em que condenados podem ser presos, a partir do julgamento em Segunda Instância.