O diretor-geral da Polícia Federal [VIDEO], Leandro Daiello, se mantém firmemente em um dos postos mais importantes, em se tratando das premissas relacionadas às investigações no país. O diretor-geral da Polícia Federal já se posiciona como um dos mais longevos no cargo a que lhe é conferido, como comandante de uma das instituições mais bem vistas e extremamente respeitadas pela sociedade civil organizada, como um dos maiores símbolos do combate diário à corrupção que permeia a triste realidade e a conjuntura do cenário político no Brasil.

Resistência no posto de diretor-geral da Polícia Federal

Leandro Daiello possui como uma de suas principais qualidades, em se tratando de todo o seu trabalho desempenhado a frente da instituição da Polícia Federal, se refere à longevidade em que ele conseguiu se manter no posto de diretor-geral.

Entretanto, um dos principais motivos que o mantém apto à permanência no cargo, é devido a um fator preponderante e exponencialmente de grande visibilidade em todo o país e até mesmo perante o mundo: o sucesso da Operação Lava Jato, principalmente, a partir das investigações que são conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. O magistrado paranaense é o juiz responsável pela condução da maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país.

Vale ressaltar que Leandro Daiello, de 51 anos de idade, se encontra há mais de sete anos no cardo de direção-geral da Polícia Federal. Ele literalmente já "sobreviveu" com sua permanência, a uma trica de Governo e inclusive, à gestão de sete ministros da Justiça.

Um outro fator alavancado que demonstra ser de alta relevância para que o diretor permaneça em seu cargo, já há vários anos, se refere à enorme credibilidade que a Polícia Federal alcançou juntamente à população brasileira e que, uma suposta mudança nos cargos mais altos, poderia ser visto como uma interferência nas investigações da Operação Lava Jato.

Entretanto, entre os apoiadores de Leandro Daiello, no comando da instituição federal estão integrantes da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, em Curitiba. O próprio presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, se manifestou a respeito da permanência de Daiello no posto de diretor-geral, ao afirmar que o custo político de trocar o diretor-geral seria muito alto. Porém, como em toda gestão, nem tudo poderia ser considerado "flores". A gestão de Leandro Daiello é criticada por parte de alguns agentes, como escrivães, servidores administrativos e papiloscopistas que têm acusado o diretor-geral de ter engavetada uma proposta de reposição salarial. Os atritos também já vieram à tona, com alguns delegados federais.