Na quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) foi alvo de uma votação polêmica que dividiu os ministros e deixou a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, em situação tensa [VIDEO] e que poderia acabar prejudicando o futuro das decisões do STF. A votação era se o afastamento de parlamentares poderia acontecer sem precisar do aval do Congresso Nacional, apenas respeitando as determinações do Supremo.

A votação ficou empatada, diante disso Cármen Lúcia teve que decidir. Ela optou pela harmonia entre os poderes e deixou nas mãos do Congresso o futuro dos parlamentares. O Supremo acabou tirando dele próprio a última palavra e isso pode ter sido um erro fatal da Corte brasileira.

A raiva tomou conta de várias pessoas. Críticas apareceram de todos os lados. generais resolveram se pronunciar e a harmonia buscada pela presidente da Corte entre os Poderes pode criar ódio em outras instituições, como por exemplo, as Forças Armadas.

Recado do general

Paulo Chagas, general de brigada da reserva do Exército brasileiro, deixou seu recado nas redes sociais com duras críticas ao STF. Segundo o general, a Corte acabou de "abaixar as calças" para o Congresso. A quadrilha de corruptos ficou com o poder nas mãos e eles mesmos irão decidir sobre os seus futuros. Situação lamentável e que complica o avanço contra a corrupção.

Paulo Chagas também falou que da forma como as coisas vão, o Congresso tem se tornado o melhor refúgio de criminosos e estelionatários brasileiros.

No feriado do dia 12, quinta-feira, Chagas chegou a se reunir com outros generais do Exército para, segundo o site "Diário do Brasil", discutirem o momento péssimo que o Brasil vive, em meio a uma crise intensa e favorável aos interesses dos corruptos.

Pressionada

O ponto mais polêmico da votação foi quando Cármen Lúcia desempatou e deu aval ao Congresso para decidir sobre os parlamentares. Alguns ministros pediram para ela explicar melhor a sua posição, porém, ela acabou se perdendo um pouco e ficando confusa em seus comentários.

Ela não aparentava segurança em sua decisão. A impressão que se teve é que ela queria apenas paz entre os Poderes e deixou de lado uma parte importante da história que é o combate firme contra a corrupção.

Edson Fachin [VIDEO], um dos colegas de trabalho mais próximos da ministra, chegou a se irritar com ela e deu um alerta ao dizer que o Supremo estaria sendo submetido às decisões do Congresso.