Nesta última terça-feira, 31 de outubro, o doleiro Lúcio Funaro relatou que pagou despesas de valores milionários para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Funaro foi interrogado na investigação da Polícia Federal [VIDEO] batizada de Sépsis e acabou mostrando grande irritação com várias perguntas repetidas feitas pela defesa de Cunha no decorrer do depoimento. Para os advogados de Cunha, Délio Lins e Silva Júnior, Funaro propôs um desafio para o ex-presidente da Câmara que seria o de fazer um teste com um polígrafo. O aparelho polígrafo é utilizado como um detector de mentiras.

Funaro, mostrando-se irritado, teve a ideia de propor o uso do aparelho para comprovar na justiça que as acusações que ele fez contra Eduardo Cunha são verdadeiras.

Funaro deixou claro que está totalmente disposto a realizar o teste, porém ele quer fazer juntamente com Eduardo Cunha para comprovar "quem é o mentiroso da história". Ao falar sobre o polígrafo, foi notável a reação de irritação vinda de Funaro, que até elevou o tom de sua voz.

Em sua frente, Cunha viu o desafio do doleiro, mas manteve-se totalmente calado, sem esboçar nenhum tipo de reação. Funaro também declarou que as despesas milionárias pagas para Cunha foram feitas por um longo período de 15 anos. Entre as regalias, estavam carros de luxo, como uma BMW, e apartamento na cidade de São Paulo.

Caso Cunha e Funaro

Os dois foram presos [VIDEO]pela Polícia Federal e os depoimento de Lúcio Funaro complicam ainda mais a vida do ex-deputado federal. Eles são investigados por desvios em contratos da FI-FGTS da Caixa.

Um outro envolvido em atos ilícitos é Fábio Cleto, ex-vice presidente de Fundos e Loterias Caixa. Segundo Cleto, Funaro e Cunha intermediavam os repasses de propina para que empresas tivessem garantia que teriam seus contratos renovados com a Caixa.

Cleto explicou, em depoimento, que mantinha Cunha e Funaro informados sobre todas as empresas que tentavam firmar acordos com o FI-FGTS. Com isso, o ex-presidente da Câmara e o corretor entravam em contato com essas empresas para negociar pagamentos de propina. Após Eduardo Cunha e Lúcio Funaro conseguirem estabelecer contato com as empresas e firmarem acordos, eles procuravam Cleto para comunicar o percentual da propina que seria destinado a ele.

Eduardo Cunha é acusado de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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