Não é mais novidade para ninguém que o grande objetivo de João Doria é ser candidato a presidente da República no ano que vem. Nos últimos meses, ele tem viajado por todo o País, deixando de administrar a cidade de São Paulo com o intuito de divulgar seu nome nas diversas regiões.

Achou que estava ainda mais popular

Após ter vencido a eleição para prefeito de São Paulo no primeiro turno, no ano passado, e ter carregado demais no marketing nas redes sociais, Doria e sua equipe estavam certos de que, entre os paulistanos, ele gozava de total simpatia e de que, caso viesse a ser candidato a presidente e deixasse a prefeitura, tendo administrado por menos de um ano, a população não se importaria.

Era chegada a hora de usar todo o seu marketing para outros cantos do País. Assim, seu nome dispararia nas intenções de voto, e os tucanos acabariam aceitando seu nome para disputar a presidência.

Mas é aí que a situação começou a mudar. Aos poucos, os paulistanos começaram a se queixar das intermináveis viagens do prefeito, do excesso de propagandas sem fim e também de um destempero cada vez maior de Doria, que ofendeu, de maneira virulenta, até mesmo colegas de partido. Soma-se a tudo isso o fato de os moradores da cidade de São Paulo passarem a notar que os graves problemas da metrópole não só não estão sendo resolvidos, como também alguns ainda estão piorando.

Popularidade de Doria derrete justamente em São Paulo

O resultado da última pesquisa Datafolha (08), ao contrário do que Doria e sua equipe de marketing esperavam, foi um tremendo baque para os planos do prefeito.

O número de pessoas que aprovam a sua administração despencou para 32%, sendo que, há quatro meses, era de 41%.

Entretanto a notícia mais devastadora para Doria vem quando o assunto é ele deixar a prefeitura para ser candidato a presidente em 2018. 58% dos entrevistados posicionam-se contra o fato de ele abandonar o cargo de prefeito e 55% dos ouvidos não votariam nele de jeito nenhum.

O peso dos números é devastador para Doria, pois eles derretem sua popularidade justamente em seu reduto eleitoral. Não se trata de uma região distante que ainda não o conheça, mas sim do lugar dos que o conhecem e o elegeram, mas que, em poucos meses, já começam a mudar de opinião.

O esfriamento do João Doria para presidente é motivo de comemoração para o governador Geraldo Alckmin [VIDEO] que tinha perdido muito fôlego na disputa interna para ser o candidato a presidente pelo PSDB em 2018, mas que agora tem argumentos de sobra para mostrar que seu nome é o mais viável.