Nessa segunda-feira (16), o empresário Mariano Marcondes Ferraz, réu na Operação Lava Jato, acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro e por corrupção, prestou depoimento ao Juiz Sergio Moro, no qual afirmou que a operação foi um "grande alívio" para todos os empresários que possuíam seus negócios com a Petrobras.

Mariano Marcondes Ferraz que é sócio da empresa Decal do Brasil, pagou propina ao antigo diretor da estatal Paulo Roberto Costa para ter seus contratos renovados. O valor pago de propina foi de aproximadamente US$ 870 mil, que equivalem a cerca de R$ 2,76 milhões [VIDEO].

Segundo informações obtidas, o empresário fez a afirmação logo após o juiz Sérgio Moro informar que os pagamentos das propinas foram feitos a Paulo Roberto Costa pela empresa Decal do Brasil entre os anos de 2011 e 2014, em uma conta internacional na Suíça, em nome de Humberto Sampaio Mesquita, que era genro de Paulo.

Diante da afirmação, Ferraz concluiu que o pagamento só cessou porque as investigações da Lava jato começaram e que os empresários que pagavam propina puderam respirar aliviados.

O empresário que é investigado pelo Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) por ter pagado o valor de US$ 868.450 ao ex-diretor da Petrobras para ter renovados os contratos da Decal do Brasil. Ferraz fez acordo de delação premiada para colaborar com as investigações, assim como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Ambos em seus depoimentos confirmaram o pagamento e recebimento do valor da propina, porém divergiram quanto ao agente. Ferraz afirmou em seu depoimento que foi Costa quem pediu o valor da propina para dar andamento nos contratos. Já Costa, que é testemunha de acusação no processo, em seu depoimento disse que tinha como função agilizar as renovações, mas não se lembra se a propina foi oferecida por Ferraz ou era ele quem a solicitava.

Operação Lava Jato

O empresário Mariano Marcondes Ferraz terminou seu depoimento a Moro, dizendo que se arrepende de sua conduta e que jamais a repetiria.

A Operação Lava Jato teve início no ano de 2014 e trata-se de um conjunto de investigações em andamento, todas autorizadas pelo juiz Federal Sergio Moro, na qual conta atualmente com 45 fases operacionais. As investigações envolvem crimes como lavarem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, obstrução de Justiça, vantagem indevida, gestão e operação fraudulenta de câmbio.