Neste feriado do Dia das Crianças, o procurador da República Deltan Dallagnol, responsável pela força-tarefa da Operação Lava Jato, resolveu comentar [VIDEO] em seu perfil das redes sociais que agora os parlamentares (políticos) estão resguardados, ou seja, com "nova proteção".

A declaração se deu em virtude do desfecho ocorrido no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira 11, que por seis votos a cinco deliberou que medidas cautelares impostas aos deputados e senadores deverão ser submetidas ao crivo do Legislativo.

Dallagnol argumentou de forma irônica que mesmo após a efetivação da Operação Lava Jato há políticos que ainda continuam praticando crimes os quais serão confortados "sob suprema proteção", afirmou o procurador.

Na verdade, o coordenador da Lava Jato mencionou que os parlamentares [VIDEO], além de possuírem foro privilegiado, não poderão ser presos nem com o poder de 'mando' do Supremo Tribunal Federal. O julgamento, prolongado por aproximadamente 12 horas, também deliberou a validade das determinações contra deputados estaduais e vereadores.

O procurador chamou a atenção para a atuação dos ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, uma vez que foram vencidos na votação. "Fica o reconhecimento à minoria [do Supremo Tribunal Federal]” afirmou. O apoio, segundo ele, é para os atuantes que vem, desde então, adotando posturas relevantes e coerentes ao combate da corrupção.

Segundo reportagem publicada pela revista VEJA, Carlos Fernando dos Santos Lima, outro procurador da República que se destacou pela Operação Lava Jato e atua junto à Dallagnol com a coordenação da força-tarefa, também se surpreendeu com a deliberação do STF.

Para ele, o efeito da decisão favorecerá imediatamente a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado de seu mandato por decisão da Primeira Turma da Casa, em atenção ao requerimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O peessedebista foi acusado de obstrução da Justiça, corrupção passiva além de exigir o equivalente a R$ 2 milhões em vantagens indevidas (propina) a título de favores ilícitos, os quais beneficiavam a JBS. O parlamentar também vem sendo investigado pelas evidencias que o vinculam à executivos com o propósito de travar a Operação Lava Jato.

O entendimento do Supremo ocorre após, um ano e cinco meses, o próprio tribunal ordenar, de maneira unânime, o afastamento imediato do então ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).