Depois da 'guerra' formada entre a Operação Lava Jato e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (Lula), com acusações de ambos os lados, o ex-presidente Lula começou a 'enfrentar' diversas acusações, inquéritos e ações penais. No Distrito Federal, por exemplo, uma das ações contra o ex-presidente Lula teve origem com a delação do ex-senador Delcídio do Amaral, que chegou a ser preso um tempo antes.

Porém, o Ministério Público Federal pediu, recentemente, a anulação da delação de Delcídio, por considerar que o ex-senador 'mentiu' em sua delação premiada. A Procuradoria da República pediu, além da anulação da delação, a absolvição do ex-presidente Lula, por falta de provas, assim como a absolvição do banqueiro André Esteves, que também havia sido denunciado.

Obstrução de Justiça

Delcídio do Amaral chegou a ser preso em 2015, acusado de 'obstrução de Justiça', em virtude de uma gravação feita pelo filho de Nestor Cerveró (ex-diretor da Petrobras), Bernardo Cerveró, na qual o ex-senador Delcídio oferecia dinheiro para Nestor Cerveró, para evitar uma eventual delação premiada, bem como traçava um 'plano de fuga' para o ex-diretor da Petrobras.

Após a prisão de Delcídio (autorizada pelo Senado), que alegou ter proposto o 'plano' como um 'amigo', apenas para 'consolar a família', Delcídio, que perdeu o mandato parlamentar após votação do Senado, resolveu fazer delação premiada.

Importante observar que o ex-senador era Líder do Governo (PT) no Senado e, com o acordo, delatou o ex-presidente Lula, que também teria o objetivo (segundo o ex-senador) de 'comprar' o silêncio de Cerveró e obstruir as operações.

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Lula

Contradição

Mesmo após denunciar o ex-presidente Lula e banqueiro André Esteves, o Ministério Público Federal 'voltou atrás' e, recentemente, nas alegações finais, o Ministério Público considerou não existir provas suficientes para 'comprometer' Lula e André Esteves e pediu a absolvição dos envolvidos, além da anulação da delação de Delcídio.

É uma contradição, pois, para oferecer a denúncia, é indispensável que existam elementos concretos, colhidos em investigação policial, ou seja, ao oferecer a denúncia, é necessário que existam materialidade e autoria plenamente demonstrada.

De toda forma, o Ministério Público agiu com serenidade e transparência, 'assumiu seu equívoco', e pediu a absolvição dos envolvidos.

Ao que tudo indica, a Justiça Federal deve absolver o ex-presidente Lula, uma vez que, via de regra, a palavra do Ministério Público possui muito respeito, pois ele é o titular da ação penal.

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