O juiz Sérgio Moro [VIDEO] foi informado pelo MPF (Ministério Público Federal) que abriu uma investigação de ‘‘incidente de falsidade’’ em relação ao contrato de aluguel e recibos apresentados pelos advogados que são responsáveis por defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para simular a locação de um imóvel que suspeita-se seja fruto de propina.

Lula é réu em um processo que o acusa de ter recebido propinas da Odebrecht. O objetivo do incidente aberto pelo MPF é investigar se os papéis apresentados pela defesa são autênticos.

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Foi no dia 25 de setembro que os advogados de Lula anexaram os documentos ao processo que ele responde. De acordo com a defesa do petista, o objetivo dos anexos é comprovar que realmente existia uma relação comercial entre Glaucos Costamarques, apontado como proprietário do imóvel, e Lula.

Objeto de denúncia do Ministério Público Federal

O objeto de denúncia utilizado pelo MPF é um apartamento, que de acordo com o Ministério Público Federal foi dado a Lula como parte de uma propina da Odebrecht. A denúncia feita pelo Ministério é apresentada contra outras sete pessoas, além do ex-presidente.

O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antônio Palocci [VIDEO]também são réus nesse processo. Segundo afirmações dos procuradores, Glaucos teria comprado o imóvel atendendo ao pedido de José Carlos Bumlai, pecuarista. Os procuradores alegam que o dinheiro usado é da empreiteira Odebrecht.

Os procuradores alegam que a ideia era futuramente passar o imóvel a Lula [VIDEO]. Ainda de acordo com o MPF, o ex-presidente já utiliza o imóvel há anos. O local é usado como moradia para os seguranças pessoais do petista.

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Defesa do ex-presidente nega

A defesa de Lula nega que ele tenha recebido o apartamento como propina. De acordo com os advogados, quem alugou o apartamento de Glaucos foi a falecida esposa de Lula, Marisa Letícia.

Para provar que era Maria Letícia a locatária do imóvel, eles apresentaram para o juiz Sérgio Moro 26 recibos de aluguel e contrato de locação. As datas dos recibos variam de 2011 a 2015. Os responsáveis pela defesa do petista afirmam que a realização da perícia nos recibos servirá para comprovar que eles não foram forjados e que de fato foram todos assinados pelo proprietário do apartamento.

Entretanto, vale ressaltar que alguns recibos trazem datas que não existem no calendário. Ainda existem erros de digitação que se repetem em outros recibos.

Burburinho nas redes sociais

Todo esse processo tem causado um grande burburinho nas redes sociais. A opinião pública se divide. Muitas pessoas arriscam dizer que Lula é inocente de todas as acusações. Por outro lado, outro grupo de pessoas também arrisca afirmar que o petista é culpado de todas as acusações.