Mesmo em meio a escândalos de corrupção, o ex-presidente Lula não pretende baixar a cabeça para a oposição. De acordo com pesquisas recentes do Instituto Datafolha, o candidato petista segue com pelo menos 35% das intenções de voto para a presidência para as eleições de 2018. Além disso, existe a possibilidade de ele desempatar uma eventual disputa de segundo turno, conforme a pesquisa.

Juntamente com as especulações do ex-presidente, foi mencionado também na mesma pesquisa as intenções de voto em Marina Silva (REDE) com 14% e Jair Bolsonaro (PEN) com 17%, quase empatados nessa primeira colocação.

O atual prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e o governador da capital paulista Geraldo Alckmin (PSDB) também passaram por esse ranking, ficando com 8% das intenções de voto. Lembrando que a porcentagem de erro para esta pesquisa foi de apenas dois pontos percentuais.

De acordo com a análise dessa pesquisa, seria a primeira vez no Brasil que um ex-presidente sairia vencendo as eleições após vários mandatos seguidos e com pouca reputação.

Lula seria capaz de vencer qualquer adversário nessas eleições, menos o Juiz Sérgio Moro, o qual já deixou bem claro seu desinteresse pela política nesse momento.

Se houvesse um confronto nas eleições entre Moro e Lula, por exemplo, a pesquisa apontaria para um empate técnico logo no primeiro turno. Na última pesquisa divulgada no mês de junho deste ano, a ex-ministra Marina Silva estaria empatadíssima com Lula, possivelmente em um segundo turno.

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Lula

Pelo menos por enquanto o país vai ter que aceitar a ideia de ter Lula como candidato para presidente novamente nas eleições de 2018, mesmo depois de ele receber a condenação de nove anos e seis meses de reclusão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Esse privilégio será dado por causa da Lei da Ficha Limpa, ou seja, pelo fato do ex-presidente ter sido julgado somente pelo Juiz Moro, em primeira instância, sendo assim, sua candidatura será permitida em 2018.

Se o caso dele fosse de segunda instância, por exemplo, ele ficaria impossibilitado de se candidatar novamente, mas poderia recorrer e não ser cassado pelo TRF-4. Se por ventura ele vencer as eleições de 2018 e for condenado em seguida, ele não poderia perder seu cargo, de acordo com menções da Lei da Ficha Limpa.

A pesquisa Datafolha ainda apontou uma relevância de 26% de pessoas que relataram votar em qualquer candidato indicado posteriormente pelo petista.

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