O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato a presidência da República em 2018, continua sua caravana por Minas Gerais. Ele, afirmou nesta sexta-feira (27), durante visita a cidade de Montes Claros, no Nordeste do estado, que o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), é um problema para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

“Está cheio de político que se elege prefeito de capital, depois percebe que os problemas da cidade são grandes e tira o cavalinho da chuva para se candidatar a outro cargo”, disse o petista, em indireta ao prefeito de São Paulo, João Doria.

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Em Montes Claros, Lula [VIDEO], que completou 72 anos de idade nesta, visitou a Coteminas, empresa da família de seu vice nos dois mandatos que esteve à frente da presidência do país, José Alencar, e que faleceu em 2011.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, ele classificou o comportamento de Doria como um erro e disse que o problema é para Geraldo Alckmin, o criador do prefeito, segundo o ex-presidente. Alckmin e Doria disputam internamente dentro do PSDB para ver quem terá o direito de sair candidato ao cargo maior do Executivo nacional em 2018.

Lula afirmou ainda sobre as alianças que o futuro presidente terá de fazer, passando pelo Congresso, para poder ter condições de governar o país. Segundo o ex-presidente, os 513 deputados, mais os 81 senadores não são anjos. Desta forma, como todo ser humano tem seus defeitos, cada um defende seus compromissos, dentro de cada partido, sua prática, mas não criticou ninguém. Segundo ele, isso faz parte do processo democrático.

Lula disse que a reforma da Previdência é um crime contra o povo mais pobre deste país, e a oposição precisa juntar forças para evitar que esta proposta continue acontecendo.

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"Eles estão fazendo um desmonte, quase que uma implosão de tudo aquilo que foi considerado conquistas sociais para o povo brasileiro", acrescentou.

O pré-candidato falou também sobre o Partido dos Trabalhadores e disse que o maior erro da sigla foi deixar de fazer a lição de casa, que é reforçar sua capacidade de construir alianças políticas para obter maioria no Congresso Nacional. "O dado concreto é que a presidente Dilma [Rousseff] foi afastada do poder por uma trapaça ímpar no Brasil", afirmou.

Por fim, Lula falou novamente sobre a Operação Lava Jato, dizendo que não existe nada contra ele. O ex-presidente afirmou que a única coisa que deseja neste momento é que todos os que depuseram contra ele peçam desculpa ao povo brasileiro, pois não existe nada de concreto que possa incriminá-lo.