A ex-senadora Marina Silva não é mais do PV (Partido Verde), pois agora conseguiu criar o seu próprio partido, a Rede, e pela primeira vez a professora pode se candidatar à Presidência da República pela sua própria sigla. Com vista em uma possível disputa com o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), a ex-senadora já se pronunciou sobre o adversário em uma entrevista para a BBC Brasil, em Londres, publicada nessa quarta-feira (18).

Marina desconversou quando foi questionada se será candidata em 2018 na corrida presidencial ao lado de do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro.

Mesmo dizendo que "logo, logo" será candidata, sem especificar quando, ela chamou Bolsonaro de "populista" e mandou um recado para o juiz federal Sérgio Moro.

Recados de Marina para Bolsonaro e Moro

Com muitos boatos de que Marina Silva apoiava o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, durante a entrevista a ex-senadora não citou o nome do juiz federal Sérgio Moro, mas mandou um recado para ele, afirmando que apoia com veemência a Operação Lava Jato. Moro é o magistrado responsável pelos julgamentos no Paraná, mais especificamente em Curitiba.

Marina Silva disse que não confia em pessoas que acham que podem resolver os problemas do Brasil "a qualquer custo", pois chama esse discurso de populista, se referindo a Jair Bolsonaro.

Marina acha que impeachment é golpe?

Questionada sobre o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, Marina afirmou que não acha que é "golpe" e apoiou todo o processo contra a petista. Ela ainda ressalta que preferia a cassação da chapa Dilma-Temer, que aconteceria por ter propina durante a campanha presidencial da eleição da chapa, mas a acusação acabou sendo arquivada.

Marina não recuou ao rebater seus críticos. A ex-senadora relembrou que muitos dizem que ela não tem um posicionamento claro sobre diversos assuntos que regem o país, mas a representante do partido Rede ressaltou que foi a favor do impeachment e apoia com veemência a Operação Lava Jato.

A ex-senadora afirmou que a população brasileira está tão acostumada com a polarização de ideias e quando aparece um posicionamento que não está em posses de guarda-chuvas azuis e nem vermelhos, preferem dizer que aquilo não é um posicionamento.

Finalizou a entrevista dizendo que, mesmo sendo evangélica, defende o estado laico, e também é ambientalista. Mesmo com diversas pessoas contrárias à campanhas contra o aquecimento global, Marina acredita que é uma minoria.

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