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O ministro e ex-presidente da Suprema Corte Brasileira, Gilmar Mendes, se envolveu em mais uma polêmica, fato que não é novidade para os brasileiros que acompanham a rotina acalorada do Supremo Tribunal Federal.

Qual foi a nova? Recentemente, o governo brasileiro alterou [VIDEO] a forma que entende o que é e o que não é um trabalho que se enquadre como situação análoga à escravidão. Isso gerou uma série de descontentamentos por parte de entidades trabalhistas, por entidades apoiadoras e defensoras dos direitos humanos e por muitos civis que não concordaram com as mudanças, entendendo que a mesma é um retrocesso para a cultura trabalhista brasileira.

Onde Gilmar opinou?

O ministro afirmou nesta quinta-feira, dia 19 de outubro, que a temática de trabalho escravo no Brasil deveria ser discutida com mais critérios técnicos, deixando de lado ideologias. Em sua fala, o ex-presidente da corte máxima brasileira disse que ele próprio tem uma jornada extremamente exaustiva, tanto em sua funções no Supremo Tribunal Federal como no Tribunal Superior Eleitoral.

Gilmar disse em tom de brincadeira, mas ofertando uma reflexão, que se algum fiscal do Ministério do Trabalho o visse na garagem do Tribunal Superior Eleitoral ou mesmo do STF, poderia achar que ele estava sendo vítima de trabalho escravo, e concluiu que existe a necessidade de reflexão e que se busque situações objetivas sem "ideologização".

A opinião do magistrado brasileiro esta focada nas modificações realizadas pelo Governo brasileiro, através do Ministério do Trabalho.

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O ministério alterou a chamada "lista suja". Uma das principais mudanças que geraram discussões é o fato que para o trabalho ser caracterizado escravo, o trabalhador deve ter o direito de ir e vir cerceado.

A discussão se estende pelo fato de muitas vertentes acharem que o tema, por ser de grande discussão e amplitude de ideias, não deve ser encarado e mudado através de medidas administrativas do Ministério do Trabalho e sim, que o correto seria levar questões dessa amplitude para uma discussão com os parlamentares, por meio de um projeto de lei enviado pelo poder executivo federal brasileiro. [VIDEO]

Com relação a essa questão, o ministro Gilmar Mendes disse não verificar nesse momento problemas com a liberação de uma portaria ministerial sobre o tema, provocando ainda mais críticas de frentes contrárias às mudanças baixadas pelo Governo através do ministério.