O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a PGR (Procuradoria Geral da República) a interrogar o presidente da República, Michel Temer, em uma investigação que envolve suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão foi tomada, após o envio de um pedido da procuradora-geral, Raquel Dodge, na última sexta-feira, 29 de setembro de 2017.

Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, permitiu na autorização que o depoimento seja escrito, com perguntas feitas ao presidente e ele respondesse, com uma carta.

Será uma escolha do próprio Temer, com a outra opção de ser ouvido pessoalmente, além de escolher a data e o local onde será o depoimento, tomado pela Polícia Federal. Ao mesmo tempo, é uma escolha dele poder ficar em silêncio.

O ministro decretou à PGR um prazo de 60 dias para concluir o caso, porém, pode ser prorrogado.

Os alvos do inquérito são os executivos da Rodrimar, uma empresa concessionária localizada no porto de Santos, Ricardo Conrado Mesquita, Antônio Celso Grecco, ex-deputado e ex-assessor do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures do PMDB-PR e o presidente Michel Temer.

Fora o depoimento do presidente, também haverá o dos outros suspeitos. A PGR ouvirá todos que quiserem falar. Entretanto, a empresa Rodrimar nega as acusações, dizendo que as regras estavam atendendo o setor.

Com objetivo de aprofundar as investigações, Barroso autorizou a Procuradoria-Geral da República de obter os registros de doações eleitorais da Rodrimar para Michel Temer e ao PMDB, acessar aos documentos que mostram o processo de aprovação do decreto dentro do governo, além de acessar registros de entrada do Palácio do Planalto dos empresários investigados.

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Michel Temer

O Palácio do Planalto alegou que o presidente Temer responderá aos questionamentos de acordo com o inquérito, e ainda informou que houve um grande debate com o setor, antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos e todos os dados públicos.

Esta investigação foi requerida em junho deste ano, pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nas buscas, foi encontrado uma conversa telefônica entre Rocha Loures e Michel Temer, falando sobre um decreto que foi publicado em maio deste ano.

De acordo com a PGR, o proprietário da empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia foi quem optou pelo cargo de intermediário de propinas pagas ao presidente Michel Temer.

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